Preciosa Semente - Blog
Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos. - Salmos 126:6

BOCA DE SAPO, LÍNGUA DE SERPENTE E ESTÔMAGO DE URUBU – Por:Glenio Paranaguá

Março 4th, 2010 de Renato Albino

BOCA DE SAPO, LÍNGUA DE SERPENTE E ESTÔMAGO DE URUBU –

O prato do dia em muitas mesas caseiras é a vida alheia. Alguém falou descuida-damente que – com freqüência a sua família, quando está reunida, almoça e janta sempre o mesmo cardápio: falar mal dos outros, com um condimento a mais.
Como é difícil não fuxicar das pessoas. Deve haver alguma atração doentia para o assunto, pois vira e mexe alguém é jantado com molho forte de pimenta e tudo. E como disse Walter Knight, “não há maledicentes ociosos. Eles estão sempre ocupados”.
Sujeitos com uma boca de sapo, comumente apreciam o coaxar da suas intrigas. O som desconexo de seu ruído berrante é a distração favorita na realimentação da própria deformação moral. Quanto mais degenerados forem os tais sujeitos, mais sujeitos ficarão ao zunido zureta do seu diz-que-diz-que, diz-que-diz-que, diz-que-diz-que.
O veneno da difamação é maligno e triplamente tóxico. Além de desfigurar e ma-tar as vítimas da picada, ao mesmo tempo aleijar o próprio agente da toxina, bem como corrompe e mata o ouvinte. A linguagem viperina tem sido responsável pela amargura e deformação de muitos lares e pessoas inocentes. Muitos escapam dos destroços letais da peçonha maldita, mas carregam pelo resto da vida as seqüelas morais do envenenamento.
A receita da fofoca é uma farofa venenosa de futricas que o inferno inventa para manter os canalhas subservientes a serviço da imundícia dos seus estômagos de urubu. Não há coisa mais nojenta do que comer carniça na cocheira da calúnia. A podridão do pecado servindo de alimento para um povo maníaco é um grude repugnante que os no-bres participantes do reino de Deus devem rejeitar determinantemente.
Por favor, não me convidem, nem me incluam no chiqueiro da maledicência, já que tenho uma tendência natural bem aguçada para a corrupção. Eu sei que a minha natu-reza humana gosta de tomar parte nesses rega-bofes do achaque, por isso conto com a sua discrição me poupando de participar da agenda nestes casos. Fico grato também, se você deixar de fora outros irmãozinhos, como Daniel na Babilônia, que preferem alimentar-se de uma comida frugal e saudável. Como é bom comer comida sem agrotóxicos.
Quem sabe se você também não poderia ficar de fora desse ajuntamento de abu-tres ávidos por cadáveres em putrefação, para participar do festival de Aleluia? Sou ainda um principiante nessa escola da graça, mas tem sido magnífico poder aprender a louvar e bendizer. Estou apenas sugerindo a você: matricule-se no discipulado de Jesus e aprenda dele a falar a linguagem da elite dos eleitos que foram libertados pela obra da cruz. Espe-ro por você no hall de entrada na Universidade da Alegria e do Louvor. Seja bem-vindo!

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O QUE REALMENTE IMPORTA

Fevereiro 22nd, 2010 de Vinicius

doutores da alegria02 - doutores da alegria02
Há muito poucas coisas na vida que realmente importam. E saber reconhecê-las é prova de sabedoria. Por isso eu creio que não seja possível saber o exato valor das coisas enquanto a alma não for banhada pela luz que vem do Alto. Ou seja, se o Eterno não tocar profundamente o nosso coração, e não mudar os nossos olhos, teremos uma existência marcada por constantes erros de valores.

A ausência de Deus na vida do homem o impulsiona a gastar-se por “nada”, a lutar por “coisa nenhuma” e a se enriquecer com “contas de vidro”. É famosa a história do desbravador Fernão Dias que no século XVII se embrenhou pelo interior obcecado pela beleza das esmeraldas e morreu apertando entre às mãos um punhado de pedras verdes, que imaginava serem aquelas, quando na verdade tratava-se de um mineral sem grande valor.

Há muita gente com os olhos vidrados correndo atrás do vento, correndo atrás de prestígio, de reconhecimento, agarrados às coisas que imaginam serem preciosidades, e de repente os anos passam, a vida é perdida, e o prazer se esvai entre os dedos….

Conta-se que um milionário texano encontrou uma freira no Pacífico cuidando de leprosos, e lhe falou: -“Irmã, eu não faria isso por dinheiro nenhum do mundo”. E ela respondeu: -“Eu também não meu filho, eu também não”. Ela possuía a paz e a serenidade de alguém que descobriu o que realmente importava.

Não saber o que de fato importa na vida é perder-se em frivolidades, em sensibilidades, é se machucar por nada. Uma jovem médica infectologista foi trabalhar com pacientes terminais contaminados com o HIV. Questionada sobre o que isso mudou em sua vida, ela disse: -“Aprendi a me alegrar com as pequenas coisas… e perdi a paciência de lidar com pessoas que reclamam de tudo na vida”. Assim como ela também acabou minha paciência em lidar com cristãos mimados presos à futilidades.

Valorizar as pequenas coisas… não foi isso justamente o que Jesus veio nos ensinar? Ao homem que queria construir celeiros para armazenar sua produção, e passar o resto de seus dias comendo, bebendo e regalando-se, Ele chama de “louco” (Lc 12.20). Também é pedagógico o texto em que um jovem rico se aproxima do Mestre e pergunta o que precisa fazer para herdar a vida eterna. Jesus, olhando para ele, o amou e lhe propôs: “Uma coisa ainda te falta: vai vende tudo o que tens e dá aos pobres” (Mc 10.21). O jovem, sem dizer palavra, retirou-se dali triste, pois possuía muitas propriedades.

Que fique claro: o problema não está em possuir bens ou dinheiro, mas Jesus conhecia aquele coração e queria mostrar-lhe que o seu apego aos bens materiais deturpava-lhe a visão correta da vida, e por isso pediu a ele uma renúncia. Aquele jovem precisava resolver essa questão existencial. O mesmo vale para nós: o que precisamos renunciar?

“Marta, Marta, andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário, ou mesmo uma só coisa…” (Lc 10.42).

Somos as “Martas” de hoje que correm, se fatigam, vivem ansiosas, necessitam de remédios para dormir – pois não conseguem se “desligar”…. Somos as Martas que transformaram a simplicidade da vida em uma busca sôfrega de “mais e mais”, aliados a uma preocupação excessiva com tudo que se refere ao amanhã.

Em sociedades competitivas como o Japão as crianças são incentivadas desde cedo a se destacarem. E a escola deixou de ser lugar de aprender, mas de competir. Tragicamente isso tem provocado as maiores taxas do mundo em suicídio infantil.

Edwin Aldrin foi o segundo astronauta a pisar no solo lunar, logo após Neil Armostrong. Ao retornar, a pergunta que ouviu de seu pai foi: “Por que você não foi o primeiro?”. Depois disso sofreu de depressão e alcoolismo por dezoito anos.

Creio que todos concordamos que não há maior prazer que “comer, beber e gozar do fruto do trabalho”, como ensina Eclesiastes. Mas o homem simples de fé reconhece que tudo isso “vem da mão de Deus, e separado Dele ninguém pode se alegrar verdadeiramente”. Ou seja, separado de Deus tudo perde o seu valor.

O Evangelho nos remete a uma nova forma de viver. Lançar um novo olhar é fundamental para a compreensão do exato valor das coisas. Para o Evangelho, o mais importante não é ser o primeiro, nem ter o melhor salário, ou obter maior reconhecimento….

Peça para o Pai lhe mostrar o que realmente é fundamental em sua vida. Você vai ficar surpreso ao descobrir que se trata de coisas simples às quais, quem sabe, nunca se importou de verdade.

Poucas coisas são necessárias para uma existência feliz. Espero que você faça as melhores escolhas.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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De Qual “Deus” Você está Falando?

Fevereiro 5th, 2010 de Vinicius

criancaorando - criancaorando
Para uns, “Deus” é uma força impessoal, uma energia emanada do cosmo ou da natureza, e basta você procurar os lugares e objetos de emanação para ficar cheio “Dele”.

Para outros, “Deus” é a natureza, são pessoas, e em algumas religiões ele é visto nas aves e nos animais. É a confusão entre Criador e criatura.

Os gregos tinham um panteão de “deuses” e para não ofender a nenhum que porventura tivessem esquecido, havia lá também um altar a um tal “deus desconhecido” (At 17.23).

Embora a caridade dignifique o homem e seja uma virtude desejável a todos, pois “Deus é amor” (1Jo 4.8), não podemos, entretanto, inverter a proposição. Em outras palavras: “amor não é Deus”.

Por conta dos meios midiáticos, tem crescido entre nossa gente a idéia de que “Deus” é uma espécie de gênio da lâmpada, pronto para ser “esfregado” e atender ao seu pedido.

Diante de tantos entendimentos contrários é bom saber de que “Deus” se está falando. Hoje há “deus” para todos os gostos, e todas as tribos urbanas tem o seu, criados na mente do homem à sua imagem e semelhança. Esses deuses não me interessam, e nada tem a ver com o Deus das Escrituras. Explico:

Eu não creria num Deus passivo, previsível, enquadrado, e que aceitasse barganhas dos fiéis toda vez que ouvisse o tilintar de moedas caindo no gazofilácio.

Não poderia crer jamais num Deus “pau mandado” que obedecesse a comandos de homens que determinam o que Ele precisa fazer.

Duvidaria sim, de um Deus que esquecesse milhões de famélicos descalços em algum canto perdido da África e do Haiti para abençoar uma elite de fiéis com um carro novo e reluzente, só porque lhe fizeram alguma espécie de sacrifício ou usaram as palavras “certas” em suas orações.

O Deus que eu deposito minha fé não faz milagres à “baciada” nem freqüenta os programas de TV que levam o Seu Nome. De igual modo também não creio que seja possível dissecar o Todo Poderoso sob a luz dos holofotes, e dizer quais são os seus desígnios, só porque um pastor, bispo ou apóstolo afirma que “conversou” a viva voz com Ele nesta manhã.

O Deus que eu confio não é um produto exposto nas prateleiras, ao qual se pega para resolver algumas questões mais urgentes, como se fosse um talismã. Ao contrário, Ele deseja ser conhecido pelos que o buscam com infinita paixão e amam a Sua Palavra.

Creio num Deus que surpreende. Ele se permite encontrar em meio aos louvores, nas preces, e nas reuniões que fazemos em seu Nome, mas é impossível tentar retê-lo aos quadrantes do templo. Seu Espírito é livre, e sopra onde quer, por isso se dá a conhecer também nos lugares mais improváveis. Querer vê-Lo apenas na igreja é fechar os olhos à Sua presença na vida.

Creio num Deus que está comigo, na minha dor, que entende minhas fraquezas e limitações, e reconhece a minha fé relutante, que continuamente suplica: “ajuda-me, Senhor, na minha falta de fé”. Aprendi, com o tempo, a aceitar que Ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e cair a chuva sobre quem merece e sobre quem não merece. Aliás, ninguém é merecedor, simplesmente Deus é bom, e isso independe de nossas ações.

O Deus que eu amo e prego atrai as pessoas por sua benevolência, pois “é a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento” (Rm 2.4) – e não o medo do inferno. Ele tem sua morada na luz, mas pode se ocultar na escuridão, anda em meio à tempestade, afofa a cama do doente, habita no imponderável, e me diz que mesmo em meio às mais difíceis circunstâncias Ele tem o mundo em Suas mãos.

Deposito a fé num Deus capaz de reverter os maus desígnios do meu Adversário, transformando o mal em bem, pois “nenhum dos seus planos pode ser frustrado” (Jó 42.2). Descanso na certeza que Ele anula todas as maldições imprecadas contra mim, e que não prevalece feitiço ou encantamento contra ninguém do seu povo (Nm 23.23).

Temo a um Deus que relativiza os diagnósticos médicos. Para Ele é indiferente se os exames dizem que se trata de um mal curável ou incurável, pois o Senhor do Universo está acima das categorias de “possível” ou “impossível” dos homens, simplesmente porque nada lhe é difícil: é Ele “que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela” (1Sm 2.6).

Sirvo a um Deus infinitamente maior que Aquele pregado pela igreja católica, pelos ortodoxos, protestantes ou pentecostais, simplesmente porque nenhum sistema religioso tem o pleno conhecimento de Sua mente, de Seus mistérios e de Sua Sabedoria, e nenhum grupo ou igreja possui a primazia do Seu Nome!

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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Só por Hoje

Janeiro 21st, 2010 de Vinicius

soporhj - soporhj
“Não há um justo; nem um sequer”

Não há nada mais nefasto na vida do cristão que a presunção. Presunção de justiça própria, presunção de bondade, presunção de virtuosidade. É o orgulho espiritual em sua forma bruta. Em contrapartida, quem freqüenta os Alcoólicos Anônimos (AA) – que não são igreja – possui uma consciência muito clara de seu estado e de sua doença. No “Programa dos 12 Passos”, criado por eles em 1935, há várias confissões, entre elas: “Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas”. Como afirmou Blaise Pascal: “A grandeza do homem é saber-se miserável”.

Cada um que chega às reuniões com o seu vício é recebido com sorriso largo e gestos de apoio. Fiquei pensando que nenhuma igreja saudaria com alegria alguém que se confessasse alcoólico ou dependente de drogas. Nos AA o participante admite a responsabilidade total e completa por todo o seu comportamento. Nas igrejas a culpa quase sempre acaba caindo nas malvadezas do Diabo. Lá ninguém diz que “era” alcoólico cada vez que se apresentam, pois percebem que diariamente lutam contra o mal que continua “existindo” dentro de si. Seria muito bom que cada cristão também reconhecesse sempre que “é” pecador.

Não há espaço para a opulência ou superioridade. “Se tenho de me gloriar, me gloriarei nas minhas fraquezas”, diz humildemente Paulo.

A vida do cristão se dá dia após dia. Se ontem falei e agi em santidade, não há garantias de perpetuidade desses gestos agradáveis a Deus amanhã. Se eu der ocasião à carne, por achar que preguei um piedoso sermão, a vaidade me dominará. O mesmo Pedro que acabara de confessar “tu és o Cristo”, logo em seguida ouve de Jesus um “arreda-te Satanás”, quando ele tenta impedir o Mestre de caminhar para a cruz.

Ninguém cai de uma vez, mas cai-se aos poucos. O salmista confessa que faltou pouco para escorregarem os seus pés (Sl 73.2). É preciso vigiar, é preciso descobrir as artimanhas e artifícios que o nosso inconsciente se utiliza para parecermos bons a nós mesmos.

Lidar com os pecados mais visíveis e grosseiros sempre foi a primeira grande preocupação do neoconvertido. Em pouco tempo ele se mostrará todo gabola porque já não bebe mais, não furta, ou adultera, enquanto vai sendo derrotado diariamente pelas “pequenas raposinhas”: má vontade, mau humor, intolerância, olhos maus, pensamentos mórbidos, descontrole verbal, inimizades….. Antes “furtasse”, ao menos isso o envergonharia e tomaria consciência de seu estado (“Sê pecador e peca fortemente, mas crê muito mais fortemente na Graça de Cristo”, escreveu Lutero a Melanchton). Entretanto esses problemas sutis passam imperceptíveis aos seus próprios olhos, pois quem convive diariamente com uma “leve” febre acaba achando-a normal, sem necessidade de tratamento.

Mas por que muito cristão sincero não percebe essas mazelas? Há um mecanismo de defesa em ação que tenta “eliminar” o impulso mal dos domínios da consciência através da repressão, mas ele continua a agir e a exercer profunda influência sobre a pessoa, apesar dela não se aperceber. Resumindo: sempre há uma distorção no olhar que lançamos sobre nós mesmos, e requer coragem olhar-se no espelho da Palavra e ser sensível ao Espírito Santo que habita em nós.

Não tenho dúvidas que estes precisam tanto de Deus quanto os AA, os NA (Narcóticos Anônimos) e os N/A (Neuróticos Anônimos). Ambos carecem da misericórdia divina: a diferença é que um reconhece e outro não. Um luta diariamente com sua fraqueza, seu pecado, suas tendências, permanecem atentos a cada impulso do inconsciente e a cada desejo que aparece de forma subreptícia (dissimulada). Outro se enxerga acima do mal.

Seguir Jesus implica em passar pelo crivo do Espírito as pulsões, vontades e desejos. Precisamos de cura, e isso não é fácil, ela vem devagar, com consciência, com vontade, e com ajuda do Eterno. Não creio em atos heróicos de supressão da carne, mas num processo que pede minha atenção dia após dia. Por isso:

Só por hoje quero fazer um silêncio interior, e ouvir a voz de Deus sussurrando em meu coração. Tentarei não murmurar das circunstâncias difíceis.

Só por hoje quero aprender a viver a minha vida presente, não ser dirigido pelo passado, nem ser tomado de ansiedade pelo futuro.

Só por hoje mostrarei simpatia por alguém que me tira do sério, terei mais paciência nas adversidades, e falarei devagar e com mansidão.

Só por hoje não exigirei das pessoas que as coisas sejam exatamente da maneira que eu quero: respeitarei a forma que os outros vêem.

Só por hoje não quero ficar me remoendo com os erros cometidos. Quero viver pela Graça e saber que em Cristo sou amado, liberto e perdoado.

Somente por hoje não farei drama de meus problemas, e orarei por um amigo distante.

E amanhã? Bem, se hoje eu conseguir viver de forma agradável a Deus, já serei mais feliz. Quando amanhã chegar será outra vez mais um hoje…. então vou começar tudo novamente.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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Principais Eventos do Relógio Profético – http://relojprofetico.blogspot.com

Janeiro 19th, 2010 de Vinicius

Papa Bento XVI apela por uma Autoridade Política Mundial
Para governar a economia mundial, para limpar a crise econômica, evitar uma maior deterioração e maiores desequilíbrios, para conseguir o desarmamento global efetivo, garantir alimento e paz para todos, lutar pela preservação do o meio ambiente e regular os fluxos migratórios. “Para isso o Papa clama por uma verdadeira Autoridade Política Mundial, que deve satisfazer de forma específica os princípios da fraternidade e da solidariedade”, disse Papa Bento XVI em sua terceira encíclica Caritas chamado Caridade (veritate na verdade).
O Papa apelou por uma reforma das Nações Unidas e dos organismos financeiros, dando-lhes os dentes “verdadeiros” necessários para combater a injustiça econômica e social.
Link: http://relojprofetico.blogspot.com/2009/07/el-papa-pide-una-autoridad-politica.html
Fonte Inicial: http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/8137849.stm
Referencias Bíblicas Relacionadas: Dn 7:7, Dn 7:23 e Ap 17:16

21/07/2009
Projeto e pedido de Israel para inclusão na União Européia (Império Romano revivido Ap 17:9 a 11)
As sete cabeças são sete impérios. Cinco deles têm passado (Egito, Assíria, Babilônia, Império Medo-Persa e Grécia), um é (no dias de João, Roma), o Império Romano.
Lendo esta profecia e ver a extensão de cada império, notamos que, de uma forma ou de outra Israel e especialmente sua capital Jerusalém foram sempre dentro desses impérios, mas até o momento não está incluída. Acompanhando os acontecimentos políticos e as tendências atuais, essa possibilidade remota pode se concretizar. Devemos lembrar também que o chifre pequeno (O Anticristo) irá estabelecer a sua sede em Jerusalém, mais precisamente no templo reconstruído.
Link: http://relojprofetico.blogspot.com/2009/07/israel-en-la-union-europea-roma.html
Fonte Inicial: http://coranet.radicalparty.org/israel/ entre outras.
Referencias Bíblicas Relacionadas: Ap 17:9 a 11, Dn 9:27

14/08/2009
Reconstrução do Terceiro Templo Judeu
Influente intelectual muçulmano Adna Oktar (Harun Yahya) – defende a criação do Terceiro Templo: “Devido a um senso de responsabilidade coletiva e paz no mundo para todos, cremos que é hora de chamar o mundo e proclamar que existe um caminho para todas as pessoas. É um apelo a toda a humanidade: Somos todos filhos temos um único parentesco, os descendentes de Adão e toda a humanidade é apenas uma família. Paz entre as nações é conseguida através da construção da casa de Deus, onde todos os povos, como profetizado pelo Rei Salomão em sua oração na dedicação do Santo Primeiro Templo. ”
Há mais de cinco anos tem havido reuniões com membros do Sinédrio Judeu e Lideres Muçulmanos para chegarem a um acordo quando a construção do Templo. O Templo pode ser construído em apenas 1 ano.
Link: http://relojprofetico.blogspot.com/2009/08/que-lider-musulman-quiere-reconstruir.html
Fonte Inicial: http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=105938 e http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=106046
Referencias Bíblicas Relacionadas: II Ts 2:4

27/08/2009
Código sobre a Pele – Bio-chip
Esta alternativa seria uma solução para roubo a bancos, seqüestros por não haver maneira de movimentar os valores sem comprovação. A criação do bio-chip pela empresa Mondex satisfaz as expectativas para se estabelecer este projeto.
Link: http://relojprofetico.blogspot.com/2009/08/codigo-bajo-la-piel.html
Fonte Inicial: http://ar.globedia.com/bio-chip-antesala-marca-bestia
Referencias Bíblicas Relacionadas: I Ts 5:3, Ap 13:16 e 17

08/09/2009
ONU – Propõe criação de uma nova moeda mundial
O Dólar e a política internacional de cambio estariam causando a crise financeira atual, uma reforma no sistema monetário internacional é necessária, entre as soluções esta a criação de uma moeda única mundial e artificial, os principais defensores são China, Rússia e outros países emergentes.
Link: http://relojprofetico.blogspot.com/2009/09/onu-propone-crean-nueva-moneda-mundial.html
Fonte Inicial: bloomberg.com - http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601068&sid=aSp9VoPeHquI
Noticia Relacionada no Blog: G-8 apresenta na Itália a nova moeda mundial (simbólica). 13/07/2009 - http://relojprofetico.blogspot.com/2009/07/g-8-revela-la-moneda-mundial.html
Noticia Relacionada no Blog: Premio Nobel, Joseph Stiglitz (Economista), propõe criação de nova moeda mundial. 25/08/2009 - http://relojprofetico.blogspot.com/2009/08/premio-nobel-propuso-crear-moneda.html
Referencia Bíblica Relacionada: Apocalipse 13:16 e 17

Prezados Irmãos e usuarios do blog, essas são as noticias relavantes, para os nosso dias, ao meu entendimento que encontrei no blog, é muito provável que existam outras, fiquem a vontade para acrescenta-las aqui, assim como trazer novas referencias biblicas além das que foram citadas.

Em Seu Amor!

Vinícius
www.preciosasemente.com.br - Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. - Lucas 21:34 e 35

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Perguntas Honestas para Cristãos Sinceros

Dezembro 5th, 2009 de Vinicius

duvida - duvida
Maiêutica [do Gr. maieutikós: parto] era um processo pedagógico utilizado por Sócrates (IV sec. a.C.) que consistia em uma sequência de perguntas e respostas que ele fazia aos seus interlocutores, “parindo” deles idéias complexas a partir de perguntas simples. De igual forma, Jesus, inúmeras vezes também questionou aos seus discípulos e aqueles que o rodeavam, esperando respostas e posicionamentos, e a partir delas anunciava-lhes um novo entendimento.

Mesmo o cristão mais sincero normalmente não se anima a rever conceitos que foram se estratificando na alma durante anos, e permaneceram na forma ainda “deficiente” de um neófito na fé. Talvez por isso o apóstolo Paulo se preocupava tanto em reparar continuamente “as deficiências da fé” que os primeiros cristãos apresentavam (1Ts 3.10).

Elaboramos algumas questões para confrontar convicções e paradigmas que nem sempre resistem a uma acareação mais acurada. Vejamos:

I. É razoavelmente aceito no meio evangélico que o crente enfrente certas enfermidades, como taquicardia, hipertensão ou miopia. Entretanto, não se admite que algumas debilidades venham atingir a sua mente, o que gera uma grande resistência caso tenha de fazer terapia ou tomar drogas psiquiátricas. Por que só o corpo sofreria as conseqüências de um mundo decaído, mas a mente não?

II. Muito cristão usa e abusa do bordão “foi da vontade de Deus” para explicar mortes que ocorrem pelo descaso dos governantes e pelas injustiças sociais. Somente em nosso país cerca de 102 mil crianças morrem por ano de doenças ligadas à desnutrição. Faz parte do plano divino que elas morram no Brasil, mas não na Suécia?

III. “Nenhum pardal cai no chão sem o consentimento do Pai”, diz a bíblia. Ainda assim os pardais caem no chão e morrem. Proteção divina significa salvo conduto e a certeza que nenhum mal acontecerá a quem tem fé? O que significa para você ser protegido de Deus?

IV. Por que os pecados relacionados à sexualidade causam aos cristãos reação muito maior que a vaidade, a inveja, a maledicência e a falta de amor? Você se sentiria mais à vontade ouvindo o sermão de um homem sabidamente orgulhoso ou de um adúltero que se confessa arrependido?

V. Por que alguns segmentos cristãos julgam com severidade os apreciadores de um bom vinho, mas se calam contra os que se empanturram de comidas gordurosas, frituras e carnes vermelhas, e tomam bebidas fabricadas com corantes, acidulantes, aromatizantes e conservantes, tudo isso reconhecidamente nocivo à saúde? Não é contraditório?

VI. Se alguns pastores modernos realizam de fato inúmeros milagres na frente das câmeras, porque eles não separam um dia por semana do seu tempo para fazer a alegria de centenas de pacientes nos corredores do Hospital das Clínicas ou então às crianças internadas no Hospital do Câncer?

VII. Se a teologia da prosperidade realmente “funciona”, porque os que promovem tais coisas não fazem um bem para a humanidade instalando seus ministérios nos piores lugares do planeta, tais como a Nigéria, o Haiti ou o Sudão? Por que ela não funciona no vale do Jequitinhonha, a região mais pobre do Brasil?

VIII. Depois de mais de duas décadas de igrejas pregando a prosperidade e atingindo milhões de pessoas nas periferias das grandes cidades, já não era tempo do IBGE ter constatado que os bolsões de miséria na periferia desapareceram, e que bairros de classe média surgiram no seu lugar?

IX. Se Jesus ama as criancinhas, colocando-as como nosso modelo e afirmando que é delas o Reino dos Céus – para desgosto dos discípulos que queriam afastá-las de Sua presença – porque hoje, na prática, as igrejas impedem a efetiva inserção delas no seio das comunidades? Colocamos mais em prática a orientação de Jesus ou a repreensão dos discípulos?

X. Jesus aceitou de bom grado o gesto que uma prostituta lhe fez, chorando muito e adorando-o, causando espanto a todos os convidados que estavam à mesa. Que tipo de pessoas ou grupos, que se derramassem hoje perante Cristo, lhe causaria grande indignação?

XI. Por que Jesus, ao ressuscitar, não foi direto ao palácio de Herodes e de Pilatos, mostrando-se a eles, para causar assombro e admiração aos formadores de opinião da época? Dar visibilidade à fé com marchas e shows faria parte dos propósitos de Jesus hoje?

XII. Por que damos tanta importância aos empreendedores, vitoriosos, e famosos, e mal reparamos nos simples e desprovidos de atrativos, se Jesus falou que aquilo que é “elevado entre os homens é abominação diante de Deus”? Preferimos as coisas humildes ou as que exercem fascínio?

XIII. Se Jesus pede para cada um tomar a sua cruz e segui-lo, por que tanta gente vai atrás Dele pedindo facilidades na vida?

XIV. O que você acha de deixar noventa e nove ovelhas no aprisco para ir atrás de uma rebelde que se perdeu? Você concorda com essa aritmética divina ou é adepto do pragmatismo que privilegia as multidões?

As respostas a todas estas perguntas estão nas Escrituras. Confronte o que você “sabe, pensa ou acha” com a Palavra. Busque-a, leia com honestidade, esqueça tudo o que já ouviu de terceiros não confiáveis, peça orientação ao Espírito Santo e sabedoria que vem do Alto. Amém!

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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Jesus Ficou pra Trás

Novembro 30th, 2009 de Vinicius

jesuspratras - jesuspratras
“Terminados os dias da festa, ao regressarem, permaneceu o menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem… três dias depois, o acharam no templo” (Lc 2.43-46)

“José, você viu o nosso filho?”, perguntou a mãe aflita.
- “Ora, pensei que ele estivesse com você, Maria. Por isso nem notei a ausência dele”.

Já passara um dia de viagem quando os pais perceberam que o filho de 12 anos não estava entre eles. Voltavam em caravana da Festa da Páscoa em Jerusalém, em meio aos amigos e parentes, e estavam tão absortos na alegria das festividades que Jesus ficou pra trás, e nem se deram conta.

Não tenho dúvida que essa mesma perda continua ocorrendo ainda hoje. Muita gente boa já pregou com lágrimas nos olhos e o coração em chamas; muitas bandas começaram desconhecidas, mas davam uma audição para o Eterno; muito ministério que não tinha “nem prata nem ouro” compensava a sua pobreza com o amor e a simplicidade. O tempo passou para eles, os movimentos cresceram, mas agora é perceptível – ao menos para os que possuem discernimento – que agora há outros interesses e motivações. Jesus acabou ficando pra trás.

Hoje você ouve horas de cânticos ou pregações e percebe que Aquele que é Digno de Toda Honra, foi esquecido, e no seu lugar entrou a vitória, o poder, o sucesso, a saúde, a oferta, o sacrifício, a unção, o sopro, o shofar, e tudo o mais que desvia a atenção do que realmente importa. Não é mais a busca de um relacionamento com o Eterno, mas a satisfação dos desejos do eu. Não é mais a conversão a um Pai Amoroso que anseia caminhar conosco, mas a adesão a um grupo que propagandeie sucesso em sua vida.

charlatao - charlatao
charlataob - charlataob
O garoto das fotos ao lado é Marjoe Gortner**, um menino-evangelista que começou sua carreira de “pregador” aos 4 anos. Na adolescência fazia cruzadas que arrecadava milhões de dólares e milhares de “conversões”. Mas aos 28 teve a coragem de admitir que não acreditava em nada que pregava, e resolveu desistir daquela carreira de fama. Como ato final, realizou um documentário de sua ultima campanha. Ele foi filmado falando em línguas, pedindo doações, fazendo apelos e “derrubando” pessoas com o “poder divino”. Ao final ele aparece nos bastidores rindo muito, contando o dinheiro e explicando para a câmera os truques que utilizou.

Assistimos hoje, igualmente, o desfile de homens que outrora tinham uma caminhada de fé, mas no decorrer do tempo deixaram Jesus pra trás. São almas que secaram e se tornaram figuras caricatas, em “pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos, estrelas errantes… aduladores dos outros, por motivos interesseiros” (Judas v.12-16).

Precisa ser muito crédulo para crer que os shows que assistimos são de fato para a “glória de Deus”, precisa de muita boa vontade para admitir que os mármores de templos suntuosos, as luzes, os holofotes, a maquiagem pesada, e o glamour, são para exaltação do Nome Dele.

A mais famosa banda gospel da atualidade acabou de assinar contrato com a gravadora Som Livre do conglomerado Globo. Será que essa poderosa empresa esotérico-espiritista de repente resolveu divulgar o Nome de Jesus e sua Palavra? Raciocine em que tipo de canção essa gravadora investirá: a que agrada ao Eterno, ou a que desperta o consumo de milhões de ouvidos? Gravará a letra que alimenta com a verdade ou a de conteúdo adocicado? Ora, o negócio dela não é Jesus: é o lucro, é o dinheiro, é Mamom! Jesus ficou pra trás.

A veneração das multidões a tudo que brilha não passa por nenhum filtro crítico porque as massas não se valem de critérios bíblicos. Cantar bonito, ter uma bíblia na mão e dizer alguns surrados chavões já é considerado suficiente.

Credulidade é um mal que sempre afetou a alma de nossa gente. Credulidade é pecado, porque aplaude a tudo e até mesmo o que Deus rejeita. Por isso a bíblia afirma “laço é para o homem dizer precipitadamente: é santo” (Pv 20.25.) Passamos cinco séculos venerando homens que foram elevados à condição de ídolos, e agora nós, evangélicos, temos os nossos também.

Quem não perdeu Jesus de vista vive para agradá-lo, busca intimidade, visa a santidade. Quem não perdeu Jesus de vista aprendeu que não busca uma vida de futilidades, mas de fidelidade. Não é o quanto você ganha que conta, mas o quanto você é fiel.

Somente depois de três dias que Maria encontrou Jesus. Foi uma longa e infrutífera busca por ele, até que tivessem a súbita idéia (que devia ser a primeira): - “Ele está no templo!”.

Quem perdeu Jesus pelo caminho deve refletir, “onde”, “quando” e “como” começou a perdê-lo. É somente voltando ao princípio, aos rudimentos, onde recebemos com avidez as primeiras letras do Evangelho, e onde a suave brisa do Espírito um dia encheu nossa alma, sim, é voltando ali com humildade e desejo de reencontrar o primeiro Amor, é que haveremos de Tê-lo para sempre conosco. Amém.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

P.S. **Assista ao vídeo de Marjoe, e compare com o que você vê diariamente na TV:
http://www.youtube.com/watch?v=KxfThlCcfHI

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O Dia que o Diabo Pregou

Novembro 25th, 2009 de Vinicius

preachdevil - preachdevil
Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens. (Mateus 16.23)

E se fosse concedida ao diabo a oportunidade de pregar um sermão? Como seria essa pregação? Obviamente ele não falaria que estava fundando uma nova “igreja” com o seu nome para arrebanhar gente, pois ele pode ser tudo, menos estúpido. É mais prático entrar na seara dos fiéis e pregar um “Deus” que não existe, expor um simulacro do Eterno e um Jesus que vai além das Escrituras, pois com isso ele semearia o joio em meio ao trigo e exporia meias-verdades valendo-se de textos piedosos, por saber muito bem que a mentira mais destrutiva é aquela que mais se parece com a verdade.

Qual seria o texto básico de sua mensagem? Com certeza ele fugiria do tremendo drama humano existente no livro de Jó, nada teria a dizer sobre o amor delicado dos dois amantes, em Cantares de Salomão, e se calaria diante do pessimismo existencial de Eclesiastes, mas pinçaria algum relato do Antigo Testamento, sobre um personagem heróico como Moisés ou Abraão, mudaria o contexto original do texto, e transporia pura e simplesmente para os dias atuais, passando por cima das mais elementares regras de hermenêutica.

O propósito do sermão versaria sobre as necessidades do homem que precisam ser supridas, e que não há espaço na vida do cristão para tristeza, derrota, perda ou cansaço. Sim, o diabo está muito interessado em “suprir”, em oferecer uma solução rápida, em apresentar um atalho, em todas aquelas situações que Deus pretende ensinar pela solidão, pela caminhada no deserto, pela disciplina, e até mesmo pela dor.

Então, um sermão “diabólico” seria mais ou menos assim:

Caríssimos irmãos (arghhh):
Vocês precisam parar de pedir e começar a reivindicar. Ao orar, não apenas peçam, mas determinem. Deus quer sentir que você tem gana, que você sabe o que quer. Encurrale o Eterno contra a parede, e exija a parte que lhe cabe no Reino.

Não aceite mais a doença em sua vida. Você não nasceu são? Você não nasceu perfeito? Pois então não aceite nada, mesmo aquelas enfermidades que são contingentes da situação humana, e revolte-se contra Deus quando elas chegarem. Se Paulo aceitou com resignação aquele “espinho na carne”, faça Deus saber que com você não será assim.

Os títulos são muito importantes para que o mundo lhe reconheça. Quem pode ser alguma coisa na vida sendo chamado de servo? Tente o título de missionário ou evangelista para começar, depois passe para pastor, mas não fique muito tempo, pois já existem muitos por aí. Se na sua denominação você não conseguir subir, funde a sua própria e autodenomine-se “bispo”. O povo gosta disso. Mas se você é de fato um homem de visão, chame alguns companheiros para ungi-lo “apóstolo”. Isso é irresistível e logo haverá uma multidão de pessoas querendo tocar nesse homem de Deus. Se for casado, conceda à sua esposa a honra de ser “bispa”, mesmo que ela não fale coisa com coisa. O importante é que percebam que a sua família é ungida.

Também é hora de começar a exigir o melhor. Nada de pedir uma casinha simples para morar ou um carro usado. Vá a uma concessionária, escolha o modelo que mais lhe agrada, dê sete voltas em torno dele e determine que será seu. Vamos deixar de pensar pequeno. Se Davi dizia que não andava “à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais” para si (Sl 131.1), isso era pensamento dele, mas com você não será assim.

Disseram que eu vim pregar um “outro evangelho” (Gl 1.8). Na verdade estou pensando no bem-estar de vocês, eu quero o melhor para cada um. Certa feita o Filho de Deus mandou-me afastar de Pedro dizendo que eu não cogito das coisas de Deus, mas dos homens (Mt 16.23). E é verdade: eu só quero lhes oferecer uma qualidade de vida melhor. Eu não tenho culpa se Jesus não aceitou as propostas que lhe fiz. Que mal há em pedir que pedras sejam transformadas em pães? Afinal, há tanta gente faminta no mundo…. Que mal há em oferecer os reinos e glória deste mundo para alguém? Eu vim para facilitar, sou pragmático. Se as coisas podem ser resolvidas de forma rápida, com um simples ritual ou com uma oferta, porque demorar?

Jesus no inicio pregava às multidões, mas depois Ele começou a fazer duros discursos (Jo 6.60) e não soube segurar aquela gente toda. Eu jamais deixaria eles irem embora porque eu dou o que eles desejam: querem pregação de prosperidade, saúde o tempo todo e que o céu aqui na terra? Eu lhes dou.

Agora, para terminar, uma dica aos que gostam de pregar de forma incisiva como eu: ao subir ao púlpito, não é preciso ter uma mensagem preparada, pois eu darei uma a você. Grite muito, gesticule, aponte o dedo, ameace, profetize alguma coisa e diga ao povo que você pisa na minha cabeça. Se alguém ousar desmascará-lo, ameace-o, exponha a pessoa à frente de todos e diga que ela possui um espírito maligno. Funciona sempre, e nunca mais irão questioná-lo. Quem tem ouvidos para me ouvir, ouça.

Bem, talvez você já tenha escutado pregações assim em algum lugar, mas não sabia de onde vinha a inspiração. Agora você sabe. O diabo detesta hermenêutica – que é a interpretação correta dos textos (ele deturpou a ordem que Deus deu no Éden, e fez uma horrível exegese do Salmo 91 ao tentar Jesus no deserto). Certa vez alguém afirmou com propriedade que “as palavras de Deus mal interpretadas são palavras do diabo”. Concordo plenamente!

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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O Cavaleiro da Fé

Outubro 23rd, 2009 de Vinicius

cavaleiro - cavaleiro
Nos fins do século XIX, um jovem pastor dinamarquês, chamado Soren Kierkegaard, descreveu em um livro como seriam os traços, a postura, a fala e o modo de vida de um autêntico “cavaleiro da fé”. Desde que o li, fiquei imaginando, como se apresentaria hoje, num mundo tecnológico pós-moderno, materialista e individualista, alguém que tivesse de fato compreendido verdadeiramente o que é o Evangelho e o que é ter fé autêntica, e como ele enfrentaria as contradições de nossa época. Atrevo-me aqui, a discorrer um pouco sobre essa existência:

Por ser um homem – ou uma mulher – de fé centrada na Pessoa de Jesus, ele não dá atenção a nenhuma forma de religiosidade constituída por crenças em objetos, nem leva à igreja peças de roupas, documentos, ou qualquer outra coisa, pois à semelhança da fé do centurião romano, seus lábios não se cansam de repetir: “Senhor, basta uma palavra sua…” (Mt 8.8).

É capaz de ver a bondade de Deus presente em toda a Terra. Agradece pelo sol, pela chuva, pelo pão de cada dia, e até pelas dificuldades e provações. Embora, às vezes pareça que suas forças minaram, os seus olhos são como quem vê o Invisível, por isso nunca perde a esperança.

Interessa-se por todos os assuntos, e conversa animadamente sobre tudo sem restrições. Nada do que é humano lhe causa espanto, e a ninguém julga, pois conhece muito bem as contradições e ambigüidades que existem dentro de si.

Aprecia as Artes em geral, a pintura, a música, lê romances e poesia, pois no fundo sabe que, embora sejam prazeres efêmeros, eles representam antecipadamente as coisas do céu, como um vislumbre da Eternidade, um aperitivo que nos é dado. Só quem tem olhos para apreciar as artes pode reconhecer em Deus um Artista Supremo que pintou o pôr-do-sol com aquelas cores, criou cada flor com o seu toque de beleza e perfume, e arquitetou o cintilar intermitente das estrelas para iluminar a noite.

Ao contrário de muitos cristãos, ele crê na “Graça comum”, onde Deus em sua infinita bondade outorga a todas as pessoas inumeráveis bênçãos, dons e talentos. Por esse motivo, ele se agrada da boa música sem se preocupar se ela vem de um selo gospel ou não, pois entende que só há dois tipos de música: a boa e a ruim. Entretém-se com as Bachianas de Villa-Lobos, vibra com o vozeirão de Pavarotti e de Bocelli, e sabe que há um toque da centelha divina em Elvis. Mesmo que estes não reconheçam de onde vêm tão brilhantes aptidões, o Cavaleiro da Fé sabe que “toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do Alto” (Tg 1.17).

Embora ame o infinito, e deseje a eternidade, sabe saborear as coisas finitas com pleno prazer. Não se deixa paralisar pelos cuidados da vida, e em sua mente não há nenhuma preocupação com o amanhã, pois aprendeu a viver dia a dia e descansar no Senhor.

Sente-se bem quando está reunido com seus irmãos no templo, mas também se alegra em poder se encontrar com aqueles que não expressam sua fé, já que não faz acepção de pessoas, nem alimenta qualquer preconceito na alma. Como é um filho da Luz, irradia por onde passa o amor de Deus, pois aprendeu que na Velha Aliança quem entrava em contato com algo contaminado, tornava-se imundo e impuro. Mas agora, desde que Jesus se deixou tocar por uma mulher hemorrágica, e tocou leprosos, ao invés de ser contaminado, a Sua Presença santifica e purifica.

Sua fé não é vivida de maneira sôfrega, com culpas e temores infundados. Está em paz com Deus, e em Cristo aprendeu a perdoar o mundo. Tudo o que ele faz é para o Senhor: seu trabalho, seus estudos, e até quando se diverte. Não tem bloqueios com o seu corpo, por isso, quando feliz, se expressa também através dele, pulando e dançando como uma criança, e não dá a mínima para os olhos maus.

Sente-se amado pelos que o cercam, mas também reconhece que nem todos o compreenderão. Por isso, às vezes parece meio solitário. E não cobra ninguém por isso, pois percebe que na vida será sempre assim – uns entenderão a gente, outros não.

O cavaleiro da fé não cultua a Deus apenas no templo. Para ele não há mais dia, nem hora, nem lugar certo para prestar culto: onde ele está tem reverência ao Senhor. Todos os dias são santificados, os lugares mais comuns podem ser sagrados, bem como as coisas cotidianas da vida. Quanto aos alimentos, não rejeita nenhum: “recebidos com ações de graça, nada é recusável” (1Tm 4.4).

Não vive temeroso com o diabo, não fica mencionando o seu nome, nem obcecado por suas ações. Sua vida pertence a Deus, é Deus quem o dirige, e reconhece que “todas as cousas cooperam para o seu bem”.

Não se encaixa em nenhum rótulo religioso: não é gospel, nem renovado, carismático ou tradicional. De igual modo, também não aceita ser designado por termos próprios do judaísmo, como levita, gadita ou profeta. Ele é simplesmente um discípulo de Cristo, e como tal quer ser reconhecido.

Bem…. Kierkegaard terminou o seu relato confessando que jamais encontrou um só exemplar autêntico do cavaleiro da fé. Eu também não, mas estou disposto a persegui-lo em minha vida, ou ao menos aproximar-me dele. Desejo o mesmo para você.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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TEXTOS BÍBLICOS QUE INCOMODAM

Setembro 24th, 2009 de Vinicius

biblia - biblia
Sinto na alma, a cada dia, a dificuldade que é ser um cristão. O padrão que Jesus espera de mim nem sempre vai de encontro aos meus anseios e vontades. Confesso que há certas coisas difíceis de praticar, e imagino que a caminhada se tornaria mais “fácil” se alguns versos fossem simplesmente suprimidos da Bíblia. Eles me deixam perplexo, constrangem, expõem minhas fragilidades, e alguns conceitos que emanam deles parece não funcionar na prática.

Como é possível a Bíblia afirmar que “os mansos herdarão a terra” (Mt 5.5), se estamos vendo que quem conquista, vence e manda, são os fortes, os guerreiros e os que detém as armas?

Como concordar com a parábola em que o trabalhador da última hora recebe ao entardecer o mesmo salário de quem malhou duro o dia inteiro (Mt 20)?

E a matemática divina, então? Deixar noventa e nove ovelhas no deserto, à mercê dos lobos, para ir atrás de uma só ovelha desgarrada? Deixa-a ir embora. Quem sabe ela não fosse uma desajustada que não merecia estar junto ao rebanho.

Uma viúva pobre vai, deposita duas moedinhas no gazofilácio e Jesus afirma que ela ofertou mais que todos os “graúdões” cheios de posses (Lc 21.3). Se eu for aplicar isso em minha igreja, não terei dinheiro para pagar sequer a conta de luz no próximo mês.

O corretivo que Jesus usa parece depor contra o bom senso: um filho vai embora de casa, vive dissolutamente desperdiçando todos os seus bens, retorna de mãos vazias, e ainda “ganha” uma festa (Lc 15.25). O irmão, que permaneceu na casa teve de trabalhar em dobro durante a sua ausência, e parece que não recebeu nada por isso.

Amo a minha família, amo meus irmãos, tenho prazer em estar com os amigos. Mas vem Jesus e diz que eu não estou fazendo nada demais, pois até os incrédulos fazem o mesmo. O que Ele quer afinal? Que eu demonstre amor aos inimigos e abençoe quem me persegue? Acreditem: é exatamente isso que Ele deseja (Mt 5.43-48)! Isso é demais!

Até aqui falei como tolo. Jesus incomoda e vai continuar incomodando sempre. Por vezes agimos como o povo geraseno, que perturbados com a presença Dele, rogaram-lhe educadamente que se retirasse daquelas terras (Mc 5.17). Pretendemos afastar Jesus de tudo aquilo que Ele pode “atrapalhar”. Afinal, temos nossa vida, nossa visão, nossa maneira de pensar.

Todavia, a “loucura” do Evangelho é a nossa cura. É a verdadeira forma de encarar a vida. Quem ousar mergulhar de cabeça compreenderá, quem se arriscar verá. Aquele que aceita o Evangelho como o único modo de vida que vale a pena viver, faz como o homem que encontrou um tesouro oculto no campo, e transbordante de alegria, vai vende tudo o que tem e compra aquele campo. É preciso arriscar tudo… não há meia aposta.

O Evangelho abre a nossa mente e nos dá novos olhos. E lendo a Bíblia com esses olhos percebo que os mansos não haverão de conquistar a terra, mas a receberão do Senhor, como herança, pois só Aquele que possui todas as coisas pode herdar aos seus filhos.

O trabalhador da última hora, assim como todos aqueles que encontram o amor Divino, ainda que tardiamente, também experimentarão da bondade do Pai. Para o Supremo Pastor, uma só ovelha é tão digna de ser salva, que Ele deixaria tudo para alcançar este “único”, que sou eu e é você. A viúva pobre ofertou mais do que os outros porque eles deram do que sobrava, ela deu tudo o que tinha. O filho mais moço foi recebido de volta pelo pai porque Ele jamais nos trata segundo as nossas transgressões, entretanto rasga as cadernetas dos “justos”, com suas anotações de cobrança.

Realmente há textos que incomodam, mas ao invés de tirá-los da Bíblia, devemos vive-los, pois é justamente onde eles “pegam” que precisamos ser curados. Pense nisto.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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NO OLHO DO FURACÃO

Setembro 17th, 2009 de Vinicius

furacao - furacao
“O Senhor tem o Seu caminho na tormenta e na tempestade” (Naum 1.3)

Hecatombes, desastres, revoluções, perseguições, pandemias, dívidas, doenças diagnosticadas, família incorrigivelmente desestruturada… como viver a fé em meio ao caos? Como estar em paz quando nos encontramos no olho do furacão? Essas coisas desestabilizam, sacodem, desequilibram, tiram o chão.

Basta um pequeno aneurisma no cérebro, basta o surgimento de um nódulo no seio, ou a comprovação de uma traição, para que de repente sejamos jogados no olho do furacão.

Faz parte do ser humano buscar a segurança e a previsibilidade, e é comum imaginar que vida boa é vida sem sobressaltos, e livre de más notícias. Mas creio que pode haver um elemento de transformação do ser que somente é despertado em meio à borrasca. Uma mudança de perspectiva e de postura pode surgir em meio ao turbilhão. Quem pode afirmar que ali não se iniciará uma caminhada de volta ao Pai? Uma mudança de olhos daquilo que é temporal e efêmero para o que é eterno? O Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade (Naum 1.3)!

Estar no olho do furacão nos faz repensar a vida. Há um aprendizado em curso. Quem já passou pelo vale da sombra da morte, com um diagnóstico “irreversível” num hospital, aprenderá agradecer a Deus fervorosamente cada manhã vivida. Quem um dia perdeu tudo, foi humilhado, e sentiu-se sozinho, saberá valorizar a amizade, o companheirismo e a solidariedade. Aquele que um dia passou necessidade extrema reconhecerá o valor que há em comer um simples pedaço de pão.

Há algo de paradoxal nos acontecimentos da vida. Davi admitiu que foi “bom ter passado pela aflição” (Sl 119.71), ou em outras palavras, ter estado no olho do furacão, para que ele compreendesse coisas que antes não compreendia.

A consciência da iminência da morte faz o homem relembrar a sua finitude e temporalidade. A solidão, o medo, o vazio, possuem o bendito valor terapêutico de resgatar sentimentos que até então encontravam-se adormecidos dentro da alma.

Acho de uma beleza comovente quando Davi se refugia numa caverna, a caverna de Adulão, fugindo de um ensandecido Saul, que desejava matá-lo. Seus irmãos e toda a casa de seu pai souberam, e foram para a caverna para estar com ele. E o mais surpreendente: ajuntaram-se a Davi todos os homens que “se achavam em aperto, endividados, e todos os amargurados de espírito”, e Davi se fez chefe deles (1Sm 22.1-2). Quem está no olho do furacão não está só.

Desdenho a “fé” dos falastrões da TV, mas me comovo com a fé daquelas mães que levam seus filhos todos os dias para tratamento na AACD. Não me comovo com testemunhos patéticos de “prosperidade”, mas me emociono vendo filhos cuidando de seus velhos com o mal de Parkinson ou Alzheimer, que nem os reconhecem mais. Acho que agora compreendo quando o Pregador diz que “melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens” (Ecl 7.2). Sim, precisamos conhecer o fim para saber viver o meio.

Hoje não nos reunimos mais em uma caverna em torno de um homem – seja ele sacerdote, pastor ou apóstolo – mas em torno Daquele que compreende o que é sofrer, pois passou por esse caminho antes de nós. Jesus, o Filho de Davi está preparado para receber as almas angustiadas que se unirão à Sua volta, obedecendo à sua vontade. Ele recebe a todos, por mais miseráveis que sejam.

Nossas reuniões não são para os felizes, nem para os sãos, e nem para os que bastam a si mesmos, mas para quem tem algo difícil de suportar, e vem até a Cruz para chorar, pedir, suplicar. Venha se unir em torno de Cristo.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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Brian Welch Head (Ex-Korn) - Testemunho de Conversão

Setembro 2nd, 2009 de Vinicius

Os irmãos que ainda não viram, vejam, avaliem, e envie as impressões.

Saudações em Cristo!

9 Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos,
10 E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;
11 Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos.
12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade;
13 Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.

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POR QUE NÃO SE CALA?

Agosto 28th, 2009 de Vinicius

silencio - silencio
“Escuta, pois, ó Jó, ouve-me; cala-te, e eu falarei… cala-te, e ensinar-te-ei a sabedoria” Jó 33.31-33

Correu o mundo a resposta que o rei Juan Carlos deu ao ditador venezuelano Hugo Chávez numa cúpula de governantes quando este disparou a falar em momento inoportuno: “Por que no te callas?”.

Vivemos a época da verborréia, que é a quantidade excessiva de palavras para dizer coisas de pouco conteúdo. Políticos, pastores, apologistas de diversas crenças, e “marqueteiros” em geral querem “vender o seu peixe”, e a vida é transformada num grande mercado onde os grupos disputam quem grita mais.

Acabamos entrando nessa onda. Há um ímpeto de responder a tudo. Não há tempo de digerir o que nos foi dito, pois tudo merece resposta imediata. Ocorre a poucos seguir o preceito bíblico de deixar para Deus, o Justo Juiz, a resposta, e permanecer em silêncio. Que importante lição nos dá Jesus, que diante do Sinédrio testemunhavam falsamente contra Ele, “guardou silêncio e nada respondeu” [Mc14.61].

No mundo da fé, a palavra tem sido usada para desvirtuar, ludibriar, e confundir. Diante de um grupo que pregava falsos fundamentos na igreja, Paulo suplica a Tito: “É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância!” (Tito 1.11). Também balbucio isso diariamente!

Em tempos de confusão de ruídos, vozes e multidões falando, é imperioso ao cristão apertar a tecla “pause”. Sossegue. Desligue o rádio, o CD, não ouça mais nada até ouvir a voz do teu ser.

É preciso silenciar o ser para poder escutar o corpo, suas sensações, suas dores e tensões; escutar a alma gemendo, mas inaudível quando não nos desligamos dos ruídos; escutar o outro, sem nenhuma pressa. E o mais sublime: escutar Deus sussurrando ao nosso coração, escutar Deus falando nas entrelinhas das canções, falando através da natureza, e falando pela Sua Palavra – diretamente, sem intermediários.

Há uma diferença qualitativa entre “ouvir” e “escutar”. Escutar é mais do que ouvir, é perceber, é levar em conta, considerar e ponderar. Ouvir atua apenas no campo dos sentidos, mas quem escuta percebe até mesmo aquilo que não foi dito. Nem sempre o que ouve escuta, porque escutar exige silêncio interior. Como diz o poeta:

“Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma” (Alberto Caeiro)

A verdadeira transformação do ser não vem de fora, vem de dentro, do interior para o exterior. Deixar de escutar a voz interior é continuar convivendo com a tensão dos conflitos internos – justamente por não serem percebidos.

O Eterno deseja tanto nos falar que Ele se refere ao seu povo como uma amada a qual leva para o deserto, e lhe fala com ternura ao coração (Os 2.14). Deserto, lugar de prova, de silêncio, de solidão, de esvaziamento, lugar ideal para abandonar as ilusões. Mas é também no deserto que se ouve a voz das tentações. Ali é o espaço para o demoníaco manifestar suas intenções: “tudo te darei se prostrado me adorares” (Mt 4.9). Quem suporta esse tempo de silêncio e abandono sai dele fortalecido, não mais dominado pelas futilidades, nem pelas fantasias e obsessões. Seus fantasmas são deixados para trás.

“Somente em Deus ó minha alma, espera silenciosa…” [Sl 62.1]. É no silêncio que Deus fala, é no silêncio da noite, enquanto dormimos, que Deus age. Quando o Senhor quis se mostrar a um depressivo Elias escondido na caverna, primeiro veio um vento forte, depois um terremoto, e depois um fogo, mas o Senhor não estava em nenhum desses elementos poderosos. Finalmente, um “cicio tranqüilo e suave”. E lá se encontrava o Eterno.

Agora, o mais importante não é falar a Deus. É hora de escutar Deus. “Escuta, pois, ó Jó, ouve-me; cala-te, e eu falarei… cala-te, e ensinar-te-ei a sabedoria” (Jó 33.31-33). Há muita gente vivendo desatenta de Deus, absorta e mergulhada em seus afazeres, idéias e projetos. Deus deseja falar-lhes, mas eles acham que têm coisas mais “importantes” a fazer.

A voz de Deus num coração silencioso e atento traz repouso, um apaziguamento da alma. É o estado da simplicidade total, de quem aprendeu a descansar o olhar, e não anda à procura de grandes coisas, mas fez calar e sossegar a sua alma.

Por que não se cala?

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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TENDÊNCIAS PERIGOSAS

Agosto 19th, 2009 de Vinicius

tendencia - tendencia
“Porque o meu povo é inclinado a desviar-se de mim; se é concitado a dirigir-se acima, ninguém o faz” (Oséias 11.7)

Somos seres bondosos e agradáveis, nosso olhar é sempre manso para com todos, não levamos ninguém a mal, quando nos ofendem desejamos imediatamente perdoar o ofensor, e oramos diariamente pelos nossos inimigos, certo? Provavelmente errado.

Não precisa muito esforço para perceber que há em nós uma espécie de “tendência natural” que predispõe a todos numa mesma direção de comportamento. E justificamos: somos seres humanos normais que simplesmente seguem suas inclinações interiores.

Some-se a isso o fator “circunstância”. Certa feita o rei Saul desobedeceu às ordens do profeta Samuel, e fez o que não devia ter feito. Samuel chega e o reprova, mas ele se sai com essa: “fui forçado pelas circunstâncias” (1Sm 13.12). Já reparou que em todas as suas quedas, as circunstâncias colaboraram para que elas ocorressem?

A natureza humana é decaída, com propensão ao desvio, à dissimulação, ao pretexto, e à autojustificação. Nossos ouvidos estão mais abertos ao engano e aos sofismas que à Verdade. Até os que professam a fé são mais inclinados a desviar que se aproximar do Divino.

É difícil dizer “não” às tendências, mesmo quando estas ferem os valores de nossa fé. Estamos propensos a ir sempre com a multidão, e de repente nos pegamos falando e agindo como a massa, e quem vai na contramão é visto como estranho. É engraçado que até hoje pessoas se espantam quando digo que não assisti ao “Titanic”, que recebeu a maior campanha publicitária da história, e todos à época se viram “empurrados” em direção ao cinema.

Somos por natureza idólatras, e qualquer coisa serve como ídolo para ocupar o lugar do Eterno. Bastaram alguns dias de ausência de Moisés para que Israel fundisse um bezerro de ouro e exaltasse seu poder de tirá-los do Egito. Fica fácil entender então porque as multidões fabricam ídolos: há os da MPB, do rock, dos esportes, e pra seguir a “tendência”, os evangélicos também possuem os seus que falam, cantam (e gemem).

Confundimos com facilidade as coisas criadas – como árvores, animais ou rios – com o Criador. Somos por natureza mesquinhos, e a generosidade não faz parte dos relacionamentos diários. Nossa propensão é para o orgulho, não a humildade. Para dominar, não servir. Para o bem individual, não o coletivo. Somos servos dos impulsos e paixões, tomamos decisões consultando o fígado, e escorregamos facilmente para o destempero.

Jesus nunca se deixou levar pelos que tinham aparência “religiosa”, pois “ele mesmo sabia o que era a natureza humana” (Jo 2.25).

Não sei quais são suas “tendências” naturais. Mas posso dizer-lhe: cuidado! Muito provavelmente elas não expressam aquilo que o Eterno deseja ver em você. Permitir ser dirigido pelos impulsos e tendências mantém-nos presos às reações mais primitivas do nosso ser. Não é bom para nós, e não é bom para ninguém.

É preciso reconhecimento, humildade, e um mínimo de disciplina para dizer “não”. Mas, acima de tudo é preciso permitir que o Eterno conduza nossas vidas. O Pai deseja ver cada vez mais em nós a imagem de Seu Filho. O caminho de um ser pacificado interiormente haverá de passar por Cristo até o ponto de dizermos que “já não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus” (Gl 2.20).

Li certa vez a oração de um puritano anônimo do século XVII, que falou muito a mim. Espero que fale com você também:

“Quando Tu quiseste me conduzir, eu tomei o controle da minha vida.
Quando Tu quiseste me governar, eu me dirigi a mim mesmo.
Quando Tu quiseste cuidar de mim, eu me bastei a mim mesmo.
Quando eu devia depender de tuas provisões, eu me abasteci de mim mesmo.
Quando eu devia me submeter à Tua providência, eu segui o meu desejo.
Quando eu devia estudar, amar, honrar e confiar em Ti, eu trabalhei para mim mesmo:
Eu sou por natureza um idólatra .
Senhor, meu maior desejo é levar meu coração de volta a Ti.
Convença-me que não posso ser meu próprio deus ou me fazer feliz a mim mesmo,
nem ser meu próprio Cristo para restaurar minha alegria,
nem ser meu próprio Espírito para me ensinar, me conduzir e me dirigir.
quando meu dinheiro for deus, tu me jogues para baixo,
quando meus bens forem meus ídolos, tu os faças voar para longe,
Mostre-me que nada destas coisas pode curar uma consciência ferida,
sustentar um esqueleto cambaleante, segurar um espírito desviante.
Então, leva-me para a cruz e me deixe lá”.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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RESTAURANDO AS REDES

Agosto 17th, 2009 de Josue Martins

8803 b - 8803 b
Restaurar, vem do latim restaurare.
O dicionário nos diz que restaurar significa; Instaurar de novo; restaurar a saúde perdidas; recuperar o vigor e energia; restaurar-se da doença, dos males; tornar a pôr em vigor; consertar, reparar, retocar, restaurar um templo.
O verbo restaurar (Katartizõ) aparece também no grego clássico nos dias do Novo Testamento, que pode ser traduzido também para consertar, por em ordem. Este termo descrevia a ação dos médicos, quando havia a necessidade de restaurar os ossos quebrados dos braços e pernas, das pessoas naqueles dias.

Examinando as Escrituras
Examinando as Escrituras, notamos, que esse verbo, em seus diversos tempos verbais, aparece no texto bíblico quinze (15) vezes, assim distribuídas; Quatro (4) vezes nos evangelhos (Mt.4.21; 21.16; Mc. 1.19; Lc. 6.40; Sete (7) vezes nas cartas de Paulo, Rm. 9.22; 1ª. Co. 1.10 e 13.11; 2ª. Co. 13.9; Gl. 6.1; Ef. 4.12; 1ª. Ts. 3.10; , Três (3) vezes na carta aos Hebreus (10.5, 11.3, 13.21), Uma (1) vez em 1ª. de Pedro, (5.10).

A primeira e única menção do evangelista Marcos, do verbo restaurar em seu evangelho, está em Mc. 1:19 “Pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João seu irmão, que estavam no barco consertando (restaurando) as redes.”

É nesse contexto que nosso amado Senhor Jesus, chama-os para segui-lo, no momento em que estão restaurando as redes, que eram seus instrumentos de pés ca; “vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (vs. 17). O chamado agora não era mais para restaurar redes para pescar peixes, mas, sim, restaurar homens, mulheres, famílias, vidas, que se tornariam em redes, úteis para pescar multidões no mar da vida.

Queridos irmãos, quando olhamos para nosso irmão, o apóstolo Paulo, percebemos que ele compreendeu que seu chamado, como ministro do evangelho era para restaurar vidas, através do discipulado, e, que esta também deveria ser a tarefa da igreja quando lança as suas redes para pescar, isto é, restaurar as vidas e famílias, esburacadas por traumas, decepções, frustrações, abusos de todo tipo: fisicos, emocionais, sexuais e eclesiásticos. Restaurar os aleijões emocionais deste mundo que jaz no maligno, tanto dentro como fora da igreja, no ministério, quer mono, quer transcultural. Esta é a nossa necessidade como igreja nestes dias. A igreja deve ser uma comunidade onde as “redes humanas” podem ser restauradas depois de alcançadas pela graça do Evangelho.

A mente de Paulo
A primeira citação do nosso irmão Paulo, está na primeira carta de ministério, escrita por volta do ano 49 d.C., se, ela foi escrita aos cristãos da Galácia do Sul, ou em 53 d.C., se, dirigida aos Cristãos da Galácia do Norte. No capitulo 6.1, encontramos a seguinte exortação paulina; “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o, (Katartizete) com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.” (o grifo é meu)
Corrigi-o, é, restaurai-o, consertai-o, coloquem em ordem. Se encontrarmos algum irmão, abro um parêntese aqui: precisa ser irmão, isto é: nascido de novo (Jo. 3:1.3; ), não basta ser membro da igreja, amigo do evangelho, membro de uma família que se declara evangélica, precisa ser regenerado (2ª. Co. 5:17), fecho o parêntese; assim sendo; restaurai-o, consertai-o, os ossos quebrados desse irmão, colocai em ordem. É mandamento da parte do nosso amado Senhor Jesus, a todos nós, o verbo esta no presente do imperativo, não é opcional. Aqui Paulo fala de caráter. Restaurar aqui, e restaurar o caráter do irmão encontrado em falta. Quando encontramos alguém no corpo de Cristo, que necessita ser restaurado em seu caráter, é nosso ministério, fazê-lo, cada um de nós, a tarefa da restauração do caráter de um irmão não esta concentrada na pessoa do pastor, dos presbíteros ou dos demais líderes, é uma tarefa de todo aquele que faz parte do corpo de Cristo, portanto, um irmão, restaurando outro irmão, consertando, contribuindo para que a vida daquele irmão encontrado em falta seja colocada em ordem. Não é uma questão para a assembléia ordinária da igreja, e uma questão para o corpo de Cristo.
Como definir Caráter? Caráter é aquilo que somos, não nascemos com caráter. Paulo diz aos irmãos de Filipos que Timóteo tinha um caráter provado e consequentemente aprovado. Como podemos definir um homem de caráter? Caráter é fidelidade a Deus, perseverança, integridade, diligencia, responsabilidade. Nascemos com uma personalidade, mas o Caráter precisa ser trabalhado, construído, gerado, isso é verdade para todos nós.

Como definir um homem ou uma mulher de caráter?
Alguém de caráter, é alguém, perseverante, (prometeu ao missionário que vai investir financeiramente em sua vida e ministério e o fará porque compreende que seu compromisso é perante Deus), responsável (chega sempre na hora em seus compromissos), integro (não necessita de correção continua), disponível (servo), fiel em todas as areas, alguém que possui as características que nosso Senhor revelou nos dias do Novo Testamento em sua natureza humana e persevera na tarefa de “esmurrar o seu corpo e reduzi-lo a escravidão” (1ª.Co.9:27), na busca inquietante de um caráter segundo Deus. Quando somos provados, testados ou tentados, Deus esta trabalhando em nosso caráter, para restaurá-lo e nos levar a Maturidade. É o que nos diz nosso irmão Tiago em sua carta, 1:1.4 “para que sejais, perfeitos (maduros) e íntegros, em nada deficientes (completos)”.

A segunda citação do verbo restaurar nas cartas de Paulo, que desejo mencionar, está em 1ª. Co. 1:10….Paulo encoraja os irmãos a serem “inteiramente unidos”
“Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor que falei todos a mesma coisa, e que não haja entre vós divisões; antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.” Aqui temos Katertismenoi, isto é, o relacionamento entre os corintios, não estava entretecido, não soavam juntos de forma orquestrada, estava rompido, haviam buracos em sua redes, não era um relacionamento saudável, precisavam de restauração, conserto. Quando leio a carta de Paulo aos Corintios, lembro-me do livro de Juízes, “não havia rei em Israel e cada um fazia o que achava bem aos seu próprios alhos.” Porque nosso Senhor não era o Rei de sua vidas, encontramos nessa igreja, muitas portas abertas para todo tipo de ataque demoníaco na vida dos irmãos, haviam buracos na vida da igreja, era portanto necessário, uma restauração na forma de pensar, “na mesma disposição mental” e mais ainda, “no mesmo parecer” Não havia unidade, estavam divididos em sua forma de pensar e agir. As divisões internas revela toda carnalidade na vida desses irmãos e Paulo os chama de carnais, meninos em Cristo, não podiam receber alimento sólido, somente leite, pois eram crianças. De que forma podemos trabalhar para restaurar uma criança? Isso só será possível através da educação que vem através da Graça de Deus, através do discipulado.

A terceira citação que desejo compartilhar está em Efesios 4:12….
Paulo afirma que os dons e ministérios ali mencionados, são para a restauração dos santos, algumas traduções, trazem a palavra, aperfeiçoamento dos santos, mas não esta claro, como e quando deve ser esse aperfeiçoamento. O verbo aperfeiçoar aqui é Katartismós. Olhando para a Palavra de Deus, encontramos a revelação do Espírito Santo sobre esse texto e podemos compreender que Paulo não esta falando de treinamento por atacado ou mentoria dos santos, nem tão pouco de um programa, mas de discipulado. Discipular é restaurar vidas, é consertar “osso quebrado”, coloca-las em ordem para que possam ser restauradas e curadas, bem equipadas e assim tornem-se úteis para o nosso Senhor. Dá trabalho? Sim, mas não há outra forma, somos chamados para restaurar vidas, famílias, ministérios, através do discipulado, para a Gloria de Deus.

É trabalho de Pais e Mães espirituais, não de mentores, repito não é um novo programa, importado ou copiado, discipulado é: Estilo de Vida do Reino. A igreja não precisa de mentores, os mentores são para as fabricas, industrias, empresas, ou podem também ser utilizados em algumas das megas igrejas, onde a preocupação com o crescimento numérico e maior do que com o crescimento quantitativo, nesse ambiente os mentores podem exercer a sua profissão, mas na igreja de Deus, no corpo de Cristo, não precisamos de profissionais, mas de homens e mulheres, quebrantados de verdade, santificados, irrepreensíveis e restaurados. Restaurados em seu relacionamento com Deus, com sua família, com suas ovelhas ou sua liderança, com seus colegas de trabalho, com as pessoas de seu relacionamento, mesmo que isso implique em comportar-se como; “ovelha muda que vai para o matadouro”, homens e mulheres, que estejam dispostos a gerar filhos, netos, bisnetos e tataranetos que geram outros e outros, que serão modelos, gente de vida saudável, bonita que vai crescer para a Maturidade, e assim abençoar as etnias não alcançadas (Mt. 28:19). Urgentemente nestes dias, necessitamos de uma restauração da obediência ao mandamento do texto acima: “Indo, fazei discípulos…”
A noiva que será apresentada ao noivo naquele grande dia das bodas do cordeiro, deverá ser: “gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito”. (Ef. 5:27).

Como? De que forma? Qual o método?
Restauração através do discipulado, cuidando de cada novo nascido, como Paulo escreveu aos Tessalonicenses, “a cada um de vós” (1ª. Ts.2:11) e daqueles que durante a “pescaria” romperam, rasgaram, as suas redes e desejam muito, ser restaurados para participarem da abundante pesca nestes últimos dias, quando “aguardamos dos céus o seu filho Jesus Cristo” (1ª. Ts. 1:10,11), amém.

Oremos
Espírito Santo, restaura o nosso caráter, nossos relacionamentos e nossos ministérios, para que a mensagem das Boas Novas, seja comunicada com poder do Espírito Santo e assim salvar, os que estão perdidos. Espírito santo restaura-nos como igreja, pastores e ovelhas, para que através de nós, braços e pernas de homens e mulheres entre todos os povos, sejam restaurados, colocados em ordem, para sermos verdadeiramente, Sal e Luz, nesta geração. Amém.

Josué Martins dos Santos, pastor
Diretor da Missão Avante
jm@missaoavante.org.br
josuemartins@uol.com.br
Tel. 11 – 44383940 – 11 78389241

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SIGA, E NÃO FAÇA PERGUNTAS

Agosto 3rd, 2009 de Vinicius

seguindo - seguindo
“Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Levi sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu” (Mateus 9.9)

Sempre me fascinou o fato de Jesus ter chamado alguns homens para segui-Lo e eles de pronto abandonarem seus afazeres, sem nada perguntar. Aos pescadores disse-lhes: “vinde após mim”, e estes “deixaram imediatamente as redes e o seguiram” (Mt 4.20). Encontrou a Levi, o publicano, sentado na coletoria, e chamou-o: “Segue-me!” e ele “se levantou e o seguiu” (Mt 9.9).

Cadê o programa? O contrato? Quais são os riscos? Onde estão as garantias? É bem provável que eles já tivessem ouvido falar do Messias, mas isso não diminui o valor do passo que deram.

Talvez a palavra que melhor resume uma vida cristã seja justamente esta: “Segue-me”. O que Jesus deseja que eu faça não é decorar um conjunto de regras, nem praticar diariamente determinados rituais, mas simplesmente segui-Lo.

De uma maneira geral olhamos o que as pessoas estão fazendo de errado em suas vidas, e de pronto exclamamos para elas: abandonem a bebida… parem de se prostituir… deixe de ser gay… chega de mentir…. É a tentativa de mudar comportamentos sem que se mude o indivíduo. Felizmente, o programa de vida que Jesus tem pra nós começa com uma só palavra: “Segue-me!”.

Se formos honestos haveremos de reconhecer que somos seres disfuncionais, que precisam de constantes ajustes. Jesus sabe disso e em nenhum momento Ele espera que eu apresente “melhoras” para acompanha-lo. Ao contrário, segui-Lo é o tratamento que Ele tem para as minhas disfunções.

E nisso, estamos todos na mesma luta, qual seja, a de submeter o nosso ser a Cristo e vencer o pecado que deseja nos dominar. O avarento, “que é idólatra” (Ef 5.5), mas vai à igreja, não está em melhores condições que um seguidor de Krishna.

Levi, por exemplo, pertencia à classe dos publicanos, que não eram bem-vistos pelo povo. Eles eram classificados entre as prostitutas e os pecadores mais vis. Talvez hoje fôssemos até ele e tentaríamos convence-lo de seus erros. Jesus, porém, vai ao seu encontro e simplesmente o convida a segui-lo – e nenhuma palavra sobre o seu estado!

Possivelmente muitos cristãos terão de conviver o resto de seus dias com alguns traços, propriedades, mazelas ou doenças interiores que estão profundamente arraigadas na alma. No fundo sabem que, por amor a Cristo, haverão de trilhar uma vida de renúncia – diária, árdua, consciente, mas não amargurada. É como o alcoólatra que renunciou à bebida, mas cônscio que o mal continua vivo dentro dele, e precisará contar com a fé no Jesus de Nazaré enquanto viver. O apóstolo Paulo teve um espinho na carne para que “não se ensoberbecesse” (2Co 12.7), e parece ter suportado isso por toda sua vida. A Bíblia revela que Elias era um homem semelhante a nós, sujeito às “mesmas paixões” (Tg 5.17), e mesmo assim Deus o transladou ao céu. Até o rei Davi, em sua velhice, com o corpo entorpecido, senil e depauperado, conservou até o fim o gosto de estar ao lado de uma moçoila, nem que fosse só para se aquecer (1Rs 1.1-4).

Claro que seguir a Cristo também envolve a mente e tem um sentido racional. Mas há muitos desonestos intelectuais que não se cansam de perguntar. Não que a resposta irá ajudá-los a tomar uma decisão, mas porque tão logo se lhe respondam, já maquinam outra e outra dúvida.

Há pessoas que querem respostas às perguntas mais infantis. É gente que fecha os olhos às metáforas e à poética bíblica, porque desejam transformar as Escrituras num tratado científico. E pior, nem são originais em suas dúvidas. Qual o medo? Sabem no íntimo que se der por convencidas terão de “abandonar suas redes” e seguir o Mestre.

Em Cristo não haverá respostas “a priori”. É preciso ter a coragem de se levantar e segui-Lo. A estes, Ele dará total atenção, revelará o que há em seus corações, contará segredos reservados aos que Lhe são íntimos e desvelará tesouros ocultos. São aos seus discípulos e seguidores que Ele se agrada em dizer coisas que jamais diria às multidões, e responderá para nós algumas questões – não todas – pois em nossa finitude seríamos incapazes de compreender tão grandes maravilhas.

Almeja encontrar as mais profundas riquezas que um homem pode receber? Deseja receber do Pai das Luzes a iluminação do teu ser? Anela experimentar a Paz que excede todo entendimento? Faça como Levi: levante-se e siga o Mestre sem fazer muitas perguntas. No momento certo ele te explicará.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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Isto faz toda diferença

Julho 24th, 2009 de Renato Albino

UMA CARTA A TODOS OS PRELETORES
O que tem lhe prejudicado excessivamente nos últimos tempos e, temo que seja o mesmo atualmente, é a carência de leitura.
Eu raramente conheci um pregador que lesse tão pouco. E talvez por negligenciar a leitura, você tenha perdido o gosto por ela. Por esta razão, o seu talento na pregação não se desenvolve. Você é apenas o mesmo de há sete anos.
É vigoroso, mas não é profundo; há pouca variedade; não há seqüência de argumentos. Só a leitura pode suprir esta deficiência, juntamente com a meditação e a oração diária. Você engana a si mesmo, omitindo isso.
Você nunca poderá ser um pregador fecundo nem mesmo um crente completo.
Vamos, comece! Estabeleça um horário para exercícios pessoais. Poderá adquirir o gosto que não tem; o que no início é tedioso, será agradável, posteriormente. Quer goste ou não, leia e ore diariamente. É para sua vida; não há outro caminho; caso contrário, você será, sempre, um frívolo, medíocre e superficial pregador.”
Carta de John Wesley enviada a John Trembath, em 17 de agosto de 1760.

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A Balada de José

Julho 8th, 2009 de Vinicius

jose - jose
O culto acabou,
a luz apagou,
a igreja fechou,
o povo se foi,
a noite esfriou.
E agora, José?
E agora, você?

Você que dizima,
não falta às campanhas,
unge com óleo,
e toma da água
que o apóstolo orou.

A noite esfriou,
e a bênção não veio,
mas o bispo pregou
que a culpa é só sua:
“você não tem fé”.

E agora, José?

Está sem recursos,
está sem amigos,
e acabou o carinho
daqueles irmãos
do errante caminho.

Perdeu a esperança
porque confiou
em palavra de homem
que só se interessa
em ovelha tosar,
enganar os mais simples,
e passar um sermão
em quem duvidar.

E agora, José?

Se você cantasse,
se você orasse,
se você louvasse…

Mas você já não crê,
e prefere morrer
a ser iludido mais uma vez
com tantas promessas
de espertos profetas
que cobram pedágio
pra se alcançar
as bênçãos do céu.

A noite esfriou,
as lágrimas rolaram.

E agora, José?

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
José abre a Bíblia.
E como milagre
caíram-lhe escamas
que impediam seus olhos
de enxergar a Verdade.

A partir desse dia
o Evangelho reinou
dando-lhe Paz
e indizível alegria.

E agora, José?

Agora que eu vejo,
não tem mais conversa:
deixei as mandingas,
os fetiches e crenças.
Posso dizer que
mudou minha história:

Desde então,
é somente a Palavra,
somente a Graça,
apenas a Fé
no Filho do Homem,
e a Deus, somente a Deus,
eu dou toda a glória.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

[Obs. : Esse texto foi escrito após uma pessoa ter buscado minha orientação pastoral. Sua irmã, uma mulher com mais de 50 anos, fez um acordo trabalhista de 12 anos de empresa para levantar um dinheiro e “entregar pra Jesus”. Foi prometido que esse desafio seria abençoado por Deus até “10 vezes mais”. Trata-se de mais um caso de abuso espiritual praticado por estelionatários da fé cujo “deus” é um cara obcecado por dinheiro que fica repetindo Money…. Money… Money….]

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Quem é Mesmo Você?

Julho 3rd, 2009 de Vinicius

espelho - espelho
Há um desejo natural dentro de cada pessoa, em ser notada, bem quista, e que olhem para ela e gostem. Faz parte do ente humano desejar que ouçam o que ele tem a dizer e aceitem sua contribuição ao mundo. Não aspirar tais coisas é viver na apatia e indiferença, sinais de uma alma adoecida.

Entretanto, ser reconhecido pelo próximo pode evoluir para um secreto desejo de impressionar, não com o que somos, mas com o que queremos que pensem que somos. Ou seja, a questão não é apenas o que eu faço, mas o que sou. Algumas pessoas, por força do talento ou vocação, estão expostas como uma vitrine, e o perigo de haver um abismo entre a “aparência” e o “ser” se torna ainda maior.

Sacerdotes, pastores, músicos, e até mesmo o fiel em suas atividades paroquiais são sérios candidatos a uma perigosa cisão da personalidade. Assim como os artistas, eles também estão diante de um público que aprecia quem tem poder e carisma. Mas estes também voltam para casa, pois há uma existência a ser vivida longe dos holofotes e do olhar admirador dos que o cercam.

O espelho mostra quem somos, e é nele que vemos refletido nossa dor e o cansaço do ser. Por mais que disfarcemos, estão lá. É inevitável: o ator, o cantor, o palhaço quando deixam o palco, depois de encantarem multidões, terão reencontrar-se consigo mesmos, longe de todos que o aclamam. E à medida que o personagem sai de cena, começa a aparecer o ser.

Foi uma grata surpresa ouvir recentemente uma música gospel com conteúdo, coisa rara de se ver ultimamente. Fugindo dos chavões característicos, ela me golpeou com uma pergunta fatal:

Depois de pregar seu lindo sermão
E de cantar a última canção
Quando você volta pra casa
E ninguém mais que você
Precisa impressionar está por perto
Quem é você?
Quem é você quando ninguém vê?
Quem é você?

Não é possível fugir a essas questões, a menos que nos acovardemos e queiramos passar o resto de nossos dias vivendo um personagem oco, vazio e triste.

Talvez ninguém mais que Michael Jackson tenha tentado manter um personagem irreal, um menino permanentemente infantilizado que não queria crescer, sempre “trocando” o verdadeiro rosto que envelhecia, e vivendo refém de suas ilusões. Viver uma persona sem reconhecer quem se é realmente, é de uma solidão e angústia sem fim, que só encontrará um certo prazer enquanto representa.

Não conheço nenhum espelho melhor que o Evangelho de Cristo. Ele desnuda, radiografa, mapeia o nosso ser. Dele nada posso esconder. Nele me enxergo na figura do homem de mão ressequida que não tem como ser solidário a ninguém. Nele reconheço minha cegueira, incapaz que sou de olhar e ver com bons olhos, e me pego como a prostituta que vende a alma por alguns momentos de prazer.

Saber quem eu sou, ao mesmo tempo que entristece, liberta. O rei Davi se considerava piedoso e temente a Deus. Certo dia o profeta Natã foi ao seu encontro e contou-lhe uma parábola sobre um homem cruel e injusto. O rei se revoltou e prometeu dar cabo daquela criatura abjeta. Mas, Natã, corajosamente aponta para o rei e lhe diz sem meias palavras: “Tu és o homem!” (2Sm 12.7).

Precisamos de um ser amoroso que nos diga quem somos, pois há fortes defesas que nos impedem de encarar nossa miséria. Foi preciso que Alguém lá de cima descesse à Terra para me dizer que sou pecador, invejoso, rancoroso, persigo fantasias e troco diariamente a glória de Deus por qualquer bobagem.

Michael Jackson queria “perder-se” de sua história, apagando do rosto tudo o que lembrava o passado. Deus não pretende destruir quem eu fui, mas usar esse material que servirá de base para aquilo que o Espírito estará formando em nós. É doloroso, mas é a forma que Ele escolheu para agir.

Tenha a coragem de responder: “Quem é mesmo você?”. Não importa a resposta, desde que você entregue ao Oleiro esse vaso torto, rachado e sem valor. Ele é especialista em trabalhar com massas informes desde a criação. Conceda ao Eterno a permissão de trabalhar em você, pois “como o barro do oleiro, assim sois vós na minha mão” (Jr 18.6).

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

P.S.: quem desejar ouvir a música que mencionei, clique no link
http://www.youtube.com/watch?v=JGFn6nW7uDk&feature=related

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Enxergando Pessoas Invísiveis

Junho 26th, 2009 de Vinicius

menino - menino
Soube recentemente de um psicólogo que “virou” gari durante oito anos e varreu as ruas da maior universidade do país para concluir sua tese de mestrado sobre “invisibilidade pública”. Em suas observações constatou que a maioria dos trabalhadores braçais são “seres invisíveis”, ou seja, a percepção humana do outro não os alcança.

Sua existência foi ignorada pelos seus amigos e professores, que esbarravam por ele, sem se desculpar, como se tivessem esbarrado num poste, pois não o “viam”. Uma vez precisou entrar no prédio onde estudava, com uniforme de gari, passou na frente de todos seus conhecidos, mas ninguém o enxergou. Ficou atordoado pela sua “não existência”, e chorava quando voltava para o seu mundo real. Descobriu que um simples “bom dia”, que nunca recebeu como gari, pode representar uma lufada de vida e de esperança na vida de uma pessoa.

Confesso que a experiência desse homem tocou em minha alma, pois me levou a enxergar minhas doenças sociais. Também sou igual aos seus professores e amigos, que têm um olhar seletivo. Mas com um agravante: sou um homem de fé (que seguramente tem muito a aprender).

Ser ignorado talvez seja a pior sensação que existe para um ser humano. Não é o ódio o contrário do amor, mas a indiferença. Nossos olhos estão acostumados a enxergar o belo, a valorizar o esteticamente apresentável, a granjear amigos que apresentam qualidades morais adequadas, que sejam limpos, decentes, bem casados, pessoas bem resolvidas, que professem nossa fé e nos façam bem…. afinal, não queremos manchar nossa reputação.

Duvido que reconheceríamos Jesus como Enviado de Deus, se o víssemos andando pelas estradas poeirentas da Judéia, pedindo um copo d’água à beira de um poço. Afinal, Isaías diz que ele “não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo mas nenhuma beleza havia que nos agradasse, era desprezado e o mais rejeitado entre os homens” (Is 53.2-4).

Duvido que mesmo professando uma fé solidária daríamos atenção a um bando de leprosos clamando misericórdia, a uma samaritana de reputação duvidosa, a uma estrangeira com uma filhinha endemoninhada, a uma adúltera pega em flagrante, ou a um cego pedindo esmola à beira da estrada…. Não, nossos olhos se recusam enxergar essas coisas: preferimos ver pessoas que têm vitórias para contar, pregadores que chegam em carros reluzentes testemunhando o como eles não tinham nada e como agora são abençoados. Associamos a presença de Jesus com ternos bem cortados, glamour, jóias e penduricalhos.

Aprendo nos evangelhos que o Reino dos Céus é semelhante a uma grande ceia onde são chamados “os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos” (Lc 14.21). Não haverá “bacanas” no céu, e sim pessoas que foram “invisíveis” aos nossos olhos.

Como igreja não temos aprendido a olhar essas pessoas. Certo domingo após um eloqüente sermão, um homem muito simples, e de aparência pouco atraente, que vez ou outra aparece, pediu-me que estivesse orando por ele durante a semana, pois estava muito mal de saúde. Disse-lhe que ficasse tranqüilo, que o faria. Mas esqueci completamente, pois sua débil figura não me veio a mente nenhuma vez. No domingo seguinte lá estava o pobre homem na fila para apertar a minha mão, e com um sorriso no rosto me perguntou: - “Pastor, o senhor orou por mim, não foi? Deus ouviu sua oração, pois estou me sentindo bem melhor”. Engoli seco com um nó na garganta, e o abracei em silêncio.

O moço da pesquisa mudou depois de passar por aquela traumática experiência existencial: deixou de lado suas doenças burguesas, tornou-se amigo daquela gente pobre da periferia, passou a freqüentar suas casas e nunca mais deixou de cumprimentar um trabalhador.

Nós temos muito mais razões ainda de mudar: um dia conhecemos Aquele Homem de dores, nossos olhos foram abertos por Ele, e mostrou nossa real condição: somos todos miseráveis que precisam da Graça divina. Já não há mais lugar em nosso meio para o orgulho, distinção, fé presunçosa e caprichos infantis, pois são doenças de quem ainda não compreendeu o que é o Evangelho.

O reconhecimento da presença de um Jesus sofredor e pouco aceitável dentro de nós haverá de nos levar a enxergar as pessoas invisíveis que Ele tanto amou. A partir de hoje aprenda a cumprimentar e respeitar as donas Marias que fazem o cafezinho de seu escritório, os Sebastiões que abrem o portão do seu prédio e os Beneditos que varrem o chão…. todos esses outrora homens e mulheres invisíveis, mas que agora fazem parte de sua vida, porque Deus os colocou ali para ver se você os enxerga ou não.

Faço ao Pai minha oração: “Abre os meus olhos, Senhor, para enxergar quem eu não tenho percebido, nem amado ou me preocupado. Que eu reconheça e valorize aqueles irmãos de fé que não apresentam beleza ou distinção alguma. Quero ter olhos bons para os solitários, tímidos e desajeitados. Que eu não discrimine ninguém pelo que é, pensa ou age. Amém”.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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NÃO É SÓ O DESTINO, É A JORNADA

Maio 23rd, 2009 de Vinicius

MOTO - MOTO
“Não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (Hb 13.14).

Harley-Davidson é uma motocicleta que evoca sensação de liberdade e prazer aos seus possuidores. Não é incomum vê-los reunidos andando tranquilamente pelas estradas, apreciando a paisagem, parando para descansar, e retomando a viagem, sem pressa. Qual o destino? Não importa, desde que a jornada seja bem aproveitada. Talvez por isso, uma das frases publicitárias mais famosas cunhadas para a marca foi: “Não é o destino, é a jornada”.

Ao contrário dos motociclistas das Harley, o cristão tem um destino. Ele sabe para onde está indo, e um dia deseja lá chegar e reunir-se com todos os que estão a caminho, pois “não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (Hb 13.14).

Por que a existência de um destino é importante? Porque foi Deus quem pôs a eternidade no coração do homem (Ec 3.11). Na vida, é preciso saber o destino, para onde estou indo, qual é a minha “preocupação última”, pois é ela que determinará as minhas escolhas e minha forma de vida (Paul Tillich).

Entretanto, constato um problema em relação ao cristão: um “harleydavidiano” é um sem-destino que goza tremendamente da jornada, e um cristão é alguém que embora tenha um destino, frequentemente “despreza” a jornada.

Lembro-me da história da mulher que viajava num trem por um deserto árido, e regularmente pegava algumas sementes de um saco e jogava pela janela. Intrigado, um viajante perguntou-lhe o que ela estava fazendo. E ela respondeu: - “essa é uma viagem muito cansativa e a paisagem desoladora; estou jogando sementes de flores e girassóis para que outros, quando aqui passarem possam se alegrar com o a beleza das flores que nascerão”.

Seria muito bom se os cristãos associassem a importância que há em ter um destino, com uma vida que faça a diferença enquanto aqui estiver. Então, para ele, “não seria (somente) o destino, mas também a jornada”. Não é só em Quem eu creio que conta, mas o que eu estou fazendo de minha vida depois que cri.

Constato que muitos que têm como destino o céu se perderam na jornada. Tornaram-se figuras caricatas, entraram em disputas religiosas, perderam o humor, e embora digam que o seu tesouro esteja no céu, vivem para entesourar para “esta” vida. Não parece que estejam andando prazerosamente numa Harley, mas galopando um potro selvagem, tais são suas obsessões e desejos. Sempre absortos demais em si mesmos para prestar atenção em alguém. Preocupados demais com a chegada, tornaram-se egoístas. Exclusivistas, escolhem os companheiros de viagem, e recusam a companhia de quem não possui o mesmo “bilhete” que o seu.

Salvação não é um “bilhete” de chegada, mas é um ponto de partida. Salvação é a oportunidade que Deus me dá de recomeçar a minha existência em novas bases, rever meus conceitos e viver uma nova vida. É o início da renovação do meu ser, até que Cristo seja formado inteiramente em mim.

Francamente falando, nada sei sobre o céu, falo pouco sobre ele, mas a culpa não é minha. A única fonte confiável sobre o assunto é a Bíblia, e Aquele que poderia desvelar os segredos das habitações celestiais preferiu os temas relativos à Terra, como os pássaros, lírios, banquete, criança, amizade, trabalho, perdão, sementes, frutos… e sobre o céu, mesmo, Ele nos deixou apenas sussurros.

O destino pode até ser um lugar geográfico, mas pensa-lo apenas como um “local” pode não ser a melhor definição. Esqueça a visão de um lugar onde você tocará harpas, andando em ruas de ouro e pulando de nuvem em nuvem… mas será a plenitude de Cristo preenchendo o nosso ser, onde Ele será tudo em todos, e o nosso corpo de humilhação será transformado, as lágrimas enxugadas, e o que se partiu unido e restaurado. Não haverá ócio, pois continuaremos a servir a Deus (Ap 22.3).

Mas eu desconfio que quem não soube se portar na jornada vai se decepcionar na chegada.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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EM BUSCA DO EQUILÍBRIO PERDIDO

Maio 12th, 2009 de Vinicius

equilibrio - equilibrio
”Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens” (Fp 4.5)

Excesso de comodismo físico. Excesso de cuidado e prevenção. Excesso de preocupação com a vida e com o futuro. Dor excessiva, tristeza excessiva. Dorme-se demais, assiste-se TV demais, come-se demais.

Falta equilíbrio, falta moderação, e sobra instabilidade. A somatória dos excessos fatalmente leva a um desequilíbrio emocional, à neurose, ao cansaço, ao esgotamento espiritual.

“ - Ó Deus, dai-me estabilidade mental e emocional!”.

Esta oração deveria estar presente nos lábios de cada cristão. Entretanto, raramente ouvimos alguém reconhecer que lhe falta comedimento ou que esteja vivendo alguma instabilidade interior. Mas basta lançar um breve olhar para descobrir que uma destemperança latente habita a alma. Vejamos:

A bíblia orienta para que a nossa “palavra seja sempre agradável, temperada com sal” (Cl 4.6), mas é raro encontrar temperança no que diz respeito à forma e conteúdo de se falar ao outro. Reações desproporcionais e tempestades em copo d’água fazem parte do cotidiano.

“Longe de vós toda ira, gritaria, blasfêmias” (Ef 4.31), ensina o apóstolo Paulo, mas o desregramento e explosões de ira têm sido marca deste tempo.

Jesus veio para salvar o homem do pecado e da morte, e também de seus desequilíbrios. Andas muito preocupado com o dia de amanhã? Olhai os lírios do campo. Estás ansioso com o que haveis de comer e vestir? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros.

Foi Jesus que vendo os discípulos cansados da missão e sem comer, chamou-os para repousar à parte num lugar deserto (Mc 6.31). Foi Ele que observando a excessiva tristeza de dois de seus pupilos no caminho de Emaús, perguntou-lhes: “que é isto que vos preocupas (Lc 24.17)? Foi Jesus que ordenou a Pedro guardar a espada na bainha, pela reação destemperada que teve diante dos soldados.

Saia dos extremos, abandone os destemperos, e venha para onde Deus quer que você esteja: uma vida centrada em Cristo. É ele que aponta onde exageramos. Não faça nada com raiva. Não tome nenhuma decisão em estado alterado: seja sempre a paz de Cristo o árbitro em vosso coração.

É importante ressalvar que vida cristã saudável e equilibrada nada tem a ver com a eliminação do desejo, como se este, fosse o problema. Não é o modo de vida “zen” do budismo que buscamos. Não é a filosofia do “yin-yang” do Tao que pregamos. Nosso equilíbrio não vem das emanações dos cristais, das propriedades dos florais ou do odor acre dos incensos.

Buscamos uma vida diferente centrada em Cristo, e dominada pelo Espírito Santo. Na fé cristã equilíbrio tem a ver com o “domínio próprio”, resultado do fruto do Espírito Santo agindo em nós. Equilíbrio é não deixar-se dominar pelas reações exageradas, pelos sentimentos explosivos ou de raiva, que todos nós estamos sujeitos. E isso tem a ver com a moderação em relação aos desejos e apetites (e não a supressão que acaba gerando cristãos doentes), tem a ver com a capacidade que o Espírito dá de controlar as paixões.

Há perigo também na falta de equilíbrio na espiritualidade. O desequilíbrio tem afetado o nosso culto a Deus. É quase certo que aquele que não encontrou seu centro emocional, e padece de ausência de comedimento nos relacionamentos, apresentará desequilíbrio espiritual, mesmo porque “vida espiritual” jamais está alienada dos outros aspectos da vivência, como se fosse uma categoria à parte. É triste ver pastores e líderes desfilando seus histrionismos e passando a visão aos seus liderados de que o exagero é normal e que verborragia é obra do Espírito.

Todas as manifestações da vida precisam experimentar uma dose de equilíbrio. Até mesmo aquilo que é virtuoso. Por exemplo: “não sejas demasiadamente justo” (Ec 7.16). E por que? Para que por trás de tua justiça não se esconda perversidade contra o próximo. Não sejas demasiadamente “espiritual” em sua visão de mundo, onde tudo é reduzido a demônios, encostos e potestades. Esta é uma visão deturpada do mundo que Deus criou.

Encontrar o centro significa ouvir a voz de Cristo dentro de si. Quando encontramos Jesus e o ouvimos suavemente falando em nosso coração, encontramos a nós mesmos, e sossegamos o nosso ser cansado. Chega de extremos!

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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POEMAS

Abril 23rd, 2009 de JONATAS COMPOSITOR

Prezados irmãos, gostei muito do site, das mensagens e dos poemas.
Sou músico, compositor, arranjador e pianista (Bacharel em composição UFMG). Gostei tando dos poemas que resolvi musicalizá-los, já fiz 2 melodias com os poemas “Maior Graça” e “Um pássaro na gaiola” com arranjos para piano, violão, flauta, contrabaixo acústico e quarteto de cordas.
Preciso saber de onde extraíram os poemas, “Maior Graça” é de autor desconhecido e “Um pássaro na gaiola” é de Madame Guyon (Onde posso conseguir uma biografia dela?)
Queria que alguém de vocês os ouvisse, pois fiz com muito carinho. Mande um e-mail para mim que eu enviarei as gravações. Abraços.

souzareisedicoes@gmail.com

Belo Horizonte, 23-4-2009

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Fascinados pelo Senhor Jesus Cristo

Abril 22nd, 2009 de Nelson Carvalho

Lucas 19:47-48: E todos os dias ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas, e os principais do povo procuravam matá-lo; mas não achavam meio de o fazer; porque todo o povo ficava enlevado ao ouvi-lo.” (RA 1ª ed.)

RA 2ª ed.– “Todo povo ao ouví-lo ficava dominado por Ele”

NTLH – “… todos o escutava com muita atenção”

NVI – “Todo o povo estava fascinado pelas suas palavras”

Nos dias que antecederam a sua morte, Jesus estava todos os dias no templo ensinando ao povo, suas palavras eram com aquelas aos discípulos no caminho para Emaús – Ardia o coração de todos que a ouviam; suas palavras para a multidão eram Espirito e Vida, seu ensino representava sua AUTORIDADE, suas palavras não eram apenas VERDADE mais também PRÁTICA, ou seja, REALIDADE ou seja suas palavras representavam a ELE PRÓPRIO; podemos entender que o povo que ouvia JESUS estava FASCINADO pelo próprio JESUS.

A palavra para “Fascinado”, no grego, expressa a idéia de Dominado, Pendido, Inclinado - o substantivo Fascínio expressa muito bem esta idéia. Todos estavam fascinados por Jesus, Jesus exercia um fascínio sobre todo o povo.

Convido a todos para refletir sobre a seguinte pergunta: “O que é SER fascinado pelo Senhor Jesus Cristo?”

1. Antes porém devemos considerar: “O que é que mais FASCINA voce?“; ou ainda “quem ou o que é o alvo do seu Fascínio?”

a. Alguns podem dizer: o que mais me fascina são pessoas famosas por que são poderosas: como políticos, militares, personalídades históricas, pessoas carismáticas, pessoas talentosas.

b. Outros talvez diriam: O que mais me fascina são coisas como: Casa, Carro, Livros, Conhecimento/Estudo, Televisão, Filmes, Novelas, Dinheiro, Profissão.

c. E outros ainda: o Que me fascina no secreto são os prazeres como: a Luxúria (ou sexo) Comida/bebidas, meu Orgulho pessoal, minha própria capacidade.

Pergunte a si mesmo com sinceridade: O que realmente fascina voce?

2. Em Lc 19:48, o Povo viu algo em Jesus, e creio que foi a Sua REALIDADE e a Sua AUTORIDADE que fizeram aquela multidão ficar fascinada pelo Senhor, eles viram algo diferente que eles não encontravam nos líderes religiosos de sua época, destes líderes eles ouviam apenas palavras históricas, mortas, uma religiosidade de aparência e sem qualquer Realidade, Talvez parecido com o que vemos hoje, mas Jesus veio e quebrou isto, ELE mostrou o que é VIVER o que SE PREGA, o que é FALAR e Acontecer, ELE PEDOU, CUROU, SALVOU, trouxe à VIDA a MORTOS, enfrentou o Diabo e suas hostes… JESUS fez um REBOLIÇO em sua Época, mas eu pergunto: JESUS MUDOU? ou nós nos tormamos mais parecidos com alqueles FARISEUS, SADUCEUS, LíDERES do POVO? – Heb 13:8, diz: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente”. Ou talvez, o aquilo ou quem nos fascina tomou o lugar do Senhor Jesus?

Então, como podemos ver o Senhor Jesus hoje?

A Biblia diz: No AT o “EU SOU” se manifestou a Moisés; No NT o “EU SOU” se manifestou ao mundo.

O SENHOR JESUS veio se tornar o EU SOU, ELE É TUDO o que precisamos, vamos ver alguns destes aspectos do que ELE se declara SER e de fato É no Novo Testamento:

Em Filipenses 2, O Apóstolo Paulo diz que Jesus: É o Messias, o Cristo, o Salvador, o Senhor de toda a humanidade: Ele é o Deus que se esvaziou da sua divindade tomou a forma de homem/servo, se humilhou, e foi obediente até a morte e morte de cruz; - Isto Fascína voce?
Em Joao 11, Jesus É a ressurreição e a vida e todo aquele que estiver nELE, ainda que esteja morto viverá - O Senhor nos dá uma esperança ETERNA, e isto? Exerce um fascínio sobre voce?
Em Joao 1, é dito que Jesus É o verbo de Deus, o Pai, Ele É a atitude, a ação de Deus - Se voce quiser ter atitudes certas é só buscá-LO, e Isto, Te fascína?
Em Joao 10, Jesus É a Porta das Ovelhas: e quem entra por ELE encontrará pastagens, segurança - NELE há um lugar inigualável de habitação e cuidado; e isto, te faz ser fascinado por ELE?
Em Joao 10, Jesus É o BOM PASTOR: é quem deu a vida pelas ovelhas, É aquele que conhece as ovelhas e É conhecido pelas ovelhas - ELE se RELACIONA COM OS SEUS, alguém nesta Terra pode se comparar a este tipo de Líder?
Em Joao 6, Jesus É o PÃO da VIDA e a ÁGUA da VIDA - Se alguém se alimentar dele, nunca, jamais, voltará a ter fome e sede de coisas desta Terra, há algo nesta Terra que se iguala a esta realidade?
Em Joao 14 e 16 Jesus diz que ELE É quem dá o Espirito Santo para habitar em nós - Agora ELE não está mais do lado de FORA mas DENTRO de nós; e isto é fascinante?
Em Joao 14, ELE É a nossa PAZ - Não temos a necessidade de estarmos preocupados, ansiosos, nem temerosos, Aleluia! Isto como me fascina.
Em Joao 8: Jesus diz que ELE É a LUZ do MUNDO - nELE podemos também sermos SAL e LUZ do Mundo; Ele tem capacidade para nos transformar, isto também É fascinante!
Em Joao 14:6: ELE diz EU SOU o CAMINHO, A REALIDADE e a VIDA – ELE é o único ACESSO ao PAI; E a nossa única fonte de VIDA Verdadeira e Real
Jo 15 diz: “EU SOU a videira verdadeira”- nELE podemos ter vida, amor, e DAR FRUTO, Mais FRUTO e MUITO FRUTO; ou seja, ELE ainda quer nos usar.
Apoc 1:8 Diz que ELE é o SENHOR DEUS, o ALFA e o OMEGA, o inicio e o fim, aquele que É, que ERA e que HÁ de vir – O TODO PODEROSO
Jesus ainda é muito mais; mas quero dizer que JESUS é o nosso EXEMPLO, ou melhor, O NOSSO MODELO –
Logo JESUS É o alvo da nossa FASCINAÇÃO, por que ELE é TUDO em TODOS. – Paulo mostra isso em Fil 3:9-11
Se necessitamos de algo, Jesus É Tudo o que precisamos (o EU SOU), e isso é definitivamente fascinante; Ele É alguém que podemos nos fascinar, dominar, inclinar totalmente.

3. Volto então à pergunta inicial: “O que é SER Fascinado pelo Senhor Jesus Cristo?”

Na minha vida tenho encontrado algumas respostas:

a. SER FASCINADO por Jesus É RECONHECê-lo: Jo 1:12: “Mas a todos que o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus aos que crêem no Seu nome” – Somos Filhos de Deus, Deus é nosso Pai, Jesus é o primogênito dentre muitos irmãos – E eu reconhço isso!

b.SER FASCINADO por Jesus É OUVI-LO em TUDO, como aquele povo, ouvia a Jesus e estava fascinado com suas palavras.
- Vemos no monte da Transfiguração que o Pai disse a Pedro, Tiago e Joao: “Este é o meu filho amado a ELE ouví” (Mc 9:7)
- Em Heb 1:2 diz que “Nestes últimos dias o Pai falou pelo filho…”

Há muitas formas de OUVIR ao Senhor Jesus, seja através da PALAVRA de DEUS, a BIblia, ou através das circunstâncias por piores que sejam, na vida dos irmãos (igreja, familia); na busca pessoal do dia a dia – a VOZ do Senhor está dentro de nós e sempre está pronta para se manifestar em nós! Sejamos fascinados por Ouvir ao Senhor!

c. SER FASCINADO por Jesus É permitir que ELE cresça em MIM e EU (EGO) diminua

- Rom 8, nos diz que O Senhor Jesus apesar de nos tratar como filhinhos, Ele deseja que sejamos FILHOS MADUROS ou VARÕES/VAROAS.

- E o resultado de sermos filhos Maduros está em Rom 8:29 “Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos;”

Ele só cresce se eu diminuo… devo aprender a levar a MINHA CRUZ, ou seja, fazer escolhas que agradem ao SENHOR a cada dia e para isso preciso aprender a OUVÍ-LO, e assim OBEDECER. Isso se chama CARÁTER de CRISTO formado em nós!

d. SER FASCINADO por Jesus É SERVÍ-LO:

- É ter um comprometimento pessoal com o REINO de DEUS em primeiro lugar e a sua justiça – sabendo que assim as demais coisas serão acrescentadas (Mat 6:33)
- É estar atendo às situações que exijam o meu serviço, onde EU não apareça mas sim CRISTO em MIM!
- É a prática habitual do serviço sincero, Rom 12:11-16: “não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; acudi aos santos nas suas necessidades, exercei a hospitalidade; abençoai aos que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis; alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram; sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altivas mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios aos vossos olhos;”

Que o SENHOR gere em nós este FASCÍNIO e DEVOÇÃO de forma que em nós seja encontrada a SUA VIDA, e que a nossa VIDA seja um IMPACTO naqueles com quem nos relacionamos, e que no nosso ajuntamento, celebremos com amor e paixão o nosso SENHOR pelo qual vivemos fascinados.

Texto de NCC – Abril/2009

“Se conhecermos a preciosidade do nosso Senhor, nunca será um sacrifício consagrar-nos a Ele.”

- Christian Chen

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Encontros & Desencontros

Março 28th, 2009 de Vinicius

encontros - encontros
Diariamente somos surpreendidos com inúmeros encontros. Alguns são fortuitos, efêmeros e passageiros. Estes são logo esquecidos, pois nada têm a nos acrescentar. Todavia, há aqueles que deixam marcas indeléveis na alma e podem afetar de maneira permanente a nossa existência.

Esta é a geração dos encontros parciais e da satisfação momentânea: não é a pessoa inteira que é buscada, gosta-se de um aspecto, de um “pedaço” dela. Não é sem motivo que se enfastia tão rapidamente do outro.

De igual modo muitos passaram por Cristo, tocaram-no, ouviram-no, mas poucos de fato O encontraram. Creio que foi Agostinho quem disse: “Procurei a Deus e não o encontrei, busquei o meu irmão e nós três nos encontramos”. Não é interessante que Jesus ensina aos que desejam a Sua presença, para que reunam “dois ou três” para invocar o Seu nome, e ali Ele estará? (Mt 18.20).

Espiritualidade solitária é a maior falácia que o Diabo colocou na vida do cristão. Diz ele: “separe-se para buscar a Deus”, ou então: “estes irmãos são inadequados para você”.

Não é incomum encontrar pessoas ou grupos cristãos que se tornaram herméticos. Fechar-se é uma maneira de exprimir o medo, pois para haver encontro é preciso abrir, estar pronto a receber, a dar, a ser “modificável”, a influenciar e ser influenciado. Os outros são espelhos em quem refletimos. Deus os colocou em nossas vidas para nos ajudar a entender “quem” somos e “como” somos.

Gostemos ou não a vida, também traz os seus desencontros, pois não somos um rio tranqüilo a correr em seu leito, mas o resultado de forças interiores em constante conflito e atualização. Os que buscam o crescimento deveriam portar um aviso: “Tenham paciência comigo: estou em reforma”.

Na verdade, o desencontro sinaliza que havia um desequilíbrio latente, que não foi observado ou cuidado. Trata-se de uma oportunidade para reorganizar o interior. É por isso que todo re-encontro precisa ser em novas bases, para não incorrer nos mesmos erros do passado.

A Palavra está repleta de encontros e desencontros. Desde cedo ficou clara as incompatibilidades entre Esaú e Jacó, ao ponto de Esaú ter prometido matar o irmão “embrulhão”, que precisou fugir. Entretanto, é um momento muito sublime o reencontro entre eles, quando tudo apontava para um desfecho trágico. Ao avistar Jacó ao longe, ao invés de matá-lo, “Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou: arrojou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram” (Gn 33.4).

O casamento de Davi com Mical, por exemplo, foi um constante desencontro – embora privassem do mesmo leito – o que indica que a intimidade física pode ser um dos componentes de um encontro autêntico, mas sozinha não o sustenta (havia claramente um “desencontro” espiritual entre eles).

A fé e a submissão a Cristo que Paulo e Pedro possuíam não foi suficiente para impedir os desencontros na vida dos apóstolos mais importantes do início da Igreja. Embora depois tivessem se apartado, tudo indica que se acertaram, por serem homens movidos pelo Espírito e não pelo ressentimento.

Talvez o desencontro mais exemplar que encontramos no Novo Testamento seja entre Paulo e o jovem João Marcos. Numa viagem missionária este abandonara a missão pela metade, comprometendo o trabalho. Tempos depois Paulo prepara uma segunda viagem. Barnabé chama João Marcos para ir, mas Paulo diz: “não vai não” (At 15.38). Houve, então, uma “tal desavença que vieram a separar-se” (At 15.39). E Paulo parte levando Silas consigo.

Muitos podem imaginar que o posicionamento do apóstolo pudesse levar a um desencontro por toda a vida. Onde encontraremos menção daquele jovem novamente? Cerca de vinte anos depois, ao lado de Paulo, quando, prisioneiro e abandonado por todos, pede para Timóteo lhe trazer João Marcos, “porque me é muito útil para o ministério” (2Tm 4.11). Nenhum desencontro precisa ficar exposto por toda a vida.

A fé em Cristo nos leva ao encontro, entre os diferentes e não apenas entre os iguais, pois em Cristo já não faz mais sentido haver separação entre gregos e judeus, homem e mulher, escravo ou livre, ou qualquer outra forma de distinção.

Mas uma advertência se faz necessária: um encontro genuíno só pode ocorrer entre corações abertos e transparentes como demonstrou o rei Jeú para Jonadabe: “Tens tu sincero o coração para comigo, como o meu o é para contigo? Respondeu Jonadabe: Tenho. Então, se tens, dá-me a mão. Jonadabe deu-lhe a mão; e Jeú fê-lo subir consigo ao carro” (2Rs 10.15).

Possuis o coração sincero e mansidão no olhar? Então venha, e caminhemos juntos…. há muito por fazer.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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Apontamentos sobre uma Vida Extravagante

Março 13th, 2009 de Vinicius

adsre - adsre
Esta é uma geração de cristãos que tem buscado novas formas de espiritualidade, novos modelos de culto e se preocupado em descobrir novas maneiras de adorar ao Eterno. Nessa busca, surgiu há alguns anos um movimento que ficou conhecido como “adoração extravagante”, uma tendência que abandona os padrões formais, e busca maior liberdade e espontaneidade.

Confesso que nunca experimentei nada novo em matéria de adoração, nunca me esparramei pelo chão, não tive arrebatamentos que me levassem ao terceiro céu, e não consigo repetir dezenas de vezes o mesmo refrão de um cântico. Mas eu sei que para Deus, adoração, antes de mais nada, é vida, e dela não pode estar separada.

Numa recente entrevista, o pastor e escritor na área de vida cristã, Eugene Peterson, disse que as pessoas que mais o incomodam são aquelas que chegam e perguntam o que elas têm de fazer para ser “mais espirituais”. E ele lhes responde: - “Esqueça esse negócio de ser espiritual. Que tal amar seu marido? Isso é um bom começo”. Porém, ele conclui desalentado: “Mas ninguém quer ouvir isso. Ninguém quer pensar em aprender a amar os filhos e aceitá-los do jeito que são”.

Espiritualidade no sentido bíblico nada tem a ver com uma forma diferente de orar, nem em ser batizado com a água de um determinado rio, nem ouvir o sonido do “shofar”, buscar êxtases, ou ser um asceta no mundo.

Desejas realmente agradar ao Único Senhor em tudo, e partilhar de Sua verdade aos homens? Buscas de fato uma “espiritualidade” que agrade profundamente ao Rei de toda a Terra? Anseias por alcançar aquilo que é chamado por muitos, de intimidade com Deus? Eis aqui alguns apontamentos que podem ser úteis nesse propósito:

Em primeiro lugar, ama extravagantemente. Ama sem esperar reciprocidade. Ainda que tenhas dons extraordinários, nunca te esqueças que é pelo amor e através do amor que o mundo olhará para ti como um autêntico discípulo de Jesus.

Perdoa sem reservas. Lembra-te que um dia fostes um devedor que não tinha como saldar uma dívida impagável, mas Jesus foi e a rasgou na cruz. E ainda o recebeu com teus defeitos e pecados.

Confessa-te pecador! Reconheça que em ti não reside bem algum, e se porventura enxergarem algo bom em sua vida, declare sem pestanejar que isso é integralmente obra do Espírito Santo.

Delicia-te com o fato de, mesmo pobre e desprezível aos olhos do mundo, ser possuidor da maior honraria que uma pessoa pode receber: ser chamada de filho de Deus.

Apazigua o teu coração na maravilhosa Graça divina, pois através dela não há nada que você possa fazer para ser mais amado pelo Eterno, e mesmo diante dos teus erros Ele continua a amá-lo de igual modo.

Lambuza-te com a Palavra, coma-a prazerosamente e sem prevenção. Digira em tuas entranhas esse santo maná e deixa-a manifestar-se nos teus membros na forma de uma vida em tudo agradável a Deus.

Conspira tenazmente contra toda forma de injustiça. Não te submetas aos dominadores, e não te cales diante dos poderosos.

Oferta generosamente! Não porque tema que “gafanhotos” saltarão das páginas do Antigo Testamento para assombrar tua vida, mas porque possuis em ti o espírito do Evangelho que considera tudo pertencente ao Pai. Por isso, ofereça a Deus, despojadamente, tudo o que és.

Rejeita qualquer forma de discriminação. Pratica o amor inclusivo de Jesus e seja como o servo que sai pelas ruas e becos da cidade trazendo os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos” (Lc 14.21) para que a Casa do Pai fique cheia. E Ele se alegrará em ti.

Confronta destemidamente os pregadores da prosperidade, os enganadores dos simples, e os que pensam ser alguma coisa, e nada são. Desmascara-os publicamente e não temas se disserem: “não toqueis o ungido do Senhor”. Lembra-te: és tu que verdadeiramente tem a unção do Alto, não eles.

Depois de tudo isso, (e somente depois), já não importará mais a forma da tua adoração, não importará se ajoelhas, se levanta as mãos, se entoa canções audíveis ou apenas balbucia trechos bíblicos quase inaudíveis, se balanças suavemente o teu corpo ao ritmo da música, ou se permaneces imóvel como que vendo o Invisível… sim, vá em paz, o Eterno já aceitou a adoração da tua vida, antes mesmo que adentrasses o templo do Senhor.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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Réplica da Arca de Noé

Março 11th, 2009 de Vinicius

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Homem constrói réplica de trabalho Noah’s Ark (Arca de Noé - Com a exata dimensão dada na Bíblia).

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A porta central maciça no lado da arca de Noé foi inaugurada em meio a multidão de curiosos townsfolk - ” eis a maravilha” . Claro, é apenas uma réplica da arca bíblica, construído pelos holandeses criacionista, Johan Huibers, como um testemunho de sua fé na verdade literal da Bíblia.

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Modelos de girafas, elefantes, leões, crocodilos, zebras, bisontes e outros animais cumprimentam visitantes à medida que eles chegam nas principais área de espera da Arca.
A Arca é de 150 cubits longo de 30 cubits alta e 20 cubits largura. Ou seja, dois terços do comprimento de um campo de futebol e tão alta como uma casa de 3 andares.

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Um empreiteiro pelo comércio, Huibers construiu a arca de cedro e pinho exatamente do mesmo material utilizado por Noé.

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Huibers fez o trabalho com suas próprias mãos, utilizando ferramentas modernas e com a ajuda ocasional de seu filho, Roy. A construção começou em maio de 2005.

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Visitantes no primeiro dia ficaram atordoados. “O passado da compreensão”, afirmou Mary Louise Starosciak, que passeava de bicicleta com seu marido ao lado da Arca.

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“Eu conhecia a história de Noé, mas eu não tinha idéia de como o barco teria sido tão grande, existe espaço suficiente próximo da quilha para umas 50 pessoas, tem cinema, teatro onde as crianças podem assistir a um vídeo que conta a história de Noé e sua arca”. Huibers, um homem cristão, disse que espera que o projeto renove o interesse no cristianismo na Holanda, onde a igreja caiu drasticamente nos últimos 50 anos.

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O Povo Gosta!

Março 6th, 2009 de Vinicius

“…com a boca professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (Ez 33.31)

Espera-se que empresários, publicitários e comerciantes, possuam um faro apurado para descobrir o que apetece o gosto da clientela. Faz parte do “tino” comercial. Há muitas coisas que o povo gosta, e pode lucrar quem percebe o gosto popular. Foi uma longa sucessão de erros e acertos que permitiu à Coca-Cola encontrar a fórmula ideal que agradasse totalmente a seus consumidores, levando-os hoje a comprar milhões de unidades anualmente em todo o mundo.

Descobrir a preferência popular também tem sido a preocupação de líderes, pastores e ministérios que levam o nome de Jesus. O problema aqui não é o sucesso que eles obtêm, mas o fato de terem adaptado a fórmula (leia-se: Evangelho), ao gosto popular. O que o povo gosta? Então é isso que será oferecido: às favas a ética, a fidelidade à Palavra, os ensinamentos de Cristo, as doutrinas neotestamentárias, ou a Verdade… o que importa é que o povo seja um consumidor satisfeito e feliz.

Vejamos algumas estratégias utilizadas ao arrepio da Palavra, mas bem ao gosto do poviléu:

1) Pode parecer coisa de somenos importância, mas até o nome da igreja é pensado para atingir a preferência popular. Quando ela tem um nome que a identifica com o bairro, tipo “Igreja X do Jardim Robrú”, não cai bem aos ouvidos dos fiéis. É preciso que o nome mostre grandiosidade, pois embora seja gente humilde, há um gosto secreto pelo pomposo; possuem localização periférica, mas sonham em fazer parte de algo muito maior. Por isso os líderes sintonizados com o gosto popular batizam seus ministérios como sendo de ordem “Mundial” ou ao menos “Internacional”, e até mesmo “Universal”, mesmo antes de sair da periferia. Por que agem assim? O povo gosta.

2) Ao convidar pastores para participar de suas festividades, eles precisam ser famosos e possuir um currículo de “cruzadas de milagres”. Embora Jesus tenha dito que dos homens nascidos de mulher não havia ninguém maior que João Batista, este, entretanto, nunca fez um milagrezinho sequer (Jo 10.41). Logo, ninguém convidaria João para um evento. O povo gosta de tudo que é glamoroso; um convidado que chega de ônibus ou num carro vazando óleo não é boa propaganda do ministério, mas se ele surgir num reluzente automóvel e muitos assessores esperando, isso significa unção e poder. O povo vibra.

3) Nossos patrícios gostam de coisas fantásticas: menina-pastora de 6 anos, homem que morreu e voltou, demônios que dão entrevista, ex-bruxo, ex-guru, ex-vedete…. não basta ter vivido os erros comuns de todos os mortais: precisa ter errado muito. O povo se encanta.

4) Nossa gente dá muito valor a rituais. Se a Bíblia ensina que basta pedir a Deus com fé simples e orar ao Senhor assentado solitário em seu quarto, provavelmente não farão. Mas se o guia espiritual pede para acender velas, escrever num papel, queimar na fogueira e beber água orada, ele o faz. O povo adora fórmulas.

5) Tornou-se comum nas programações das rádios surgir em meio às palavras do pregador um “dekantalabachúria” ou um “ripalabassuriondera”. O que é isso? É uma tentativa de demonstrar “intimidade” com o Espírito, como se fosse o dom de glossolalia. Obviamente trata-se de uma farsa, posto que contradiz todas as normativas que o apóstolo Paulo faz do assunto em I Coríntios 14, ou seja: [1] “quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus”, (portanto não edifica a outrem); [2] “se, com a língua não disserdes palavra compreensível, como se entenderá?”, (com isso banalizam o dom divino e jogam palavras ao vento); [3] “o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar… não havendo fique calado” (o que nunca acontece, pois são desobedientes); [4] “se puserem a falar em outras línguas na presença de incrédulos, não dirão que estais loucos?” (sim, dirão, e provavelmente estão). Tudo isso, na verdade é uma exibição de imaturidade espiritual…. mas o povo admira tudo o que não compreende.

6) Jamais pregam sobre pecado, arrependimento, santidade, ou viver em comunhão. Isso desagrada a clientela. Seus temas recorrentes são: vitória, prosperidade, conquista, cura, vitória novamente, unção, cabeça e não cauda, pisando os inimigos, e outra vez vitória. É como se a pregação bíblica resumisse a isso. Mas o povo deseja ouvir as mesmas coisas semanalmente.

Jesus, que não ia atrás da opinião do povo, nunca correu atrás de ninguém melhorando a oferta, nunca regateou as condições para participarem do Reino, nunca fez liquidação para alguém entrar no céu ou alargou o caminho estreito para facilitar-lhes a vida. Ao contrário, a partir de certo momento de seu ministério a multidão começou a abandoná-lo (Jo 6.66), escandalizada com suas palavras. Na verdade, a multidão sempre foi um impedimento para que muitos chegassem a Ele (vide a mulher do fluxo de sangue e o cego de Jericó). Certa vez Jesus havia se “retirado por haver muita gente naquele lugar” (Jo 5.13). Desconfio que Ele continua fazendo o mesmo hoje.

Seguir as inclinações do povo é perigoso: a massa anseia por espetáculo, não verdade. A massa se enfada rapidamente, daí a necessidade de atrações permanentes. Deus nos livre de fazer parte de um rebanho de tolos! E Deus nos proteja dos guias espirituais interessados em fazer a vontade do rebanho.

Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br

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FIADOR

Março 3rd, 2009 de Vinicius

Introdução
Fiador é aquele que se responsabiliza por alguém pelo cumprimento de uma obrigação ou de um dever; avalista.

Sobre o Fiador
- Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro e se te empenhaste ao estranho,
estás enredado com o que dizem os teus lábios, estás preso com as palavras da tua boca.
Agora, pois, faze isto, filho meu, e livra-te, pois caíste nas mãos do teu companheiro: vai, prostra-te e importuna o teu companheiro;
não dês sono aos teus olhos, nem repouso às tuas pálpebras;
livra-te, como a gazela, da mão do caçador e, como a ave, da mão do passarinheiro.
6:1 a 5
- Quem fica por fiador de outrem sofrerá males, mas o que foge de o ser estará seguro. Provérbios 11:15
- O homem falto de entendimento compromete-se, ficando por fiador do seu próximo. Provérbios 17:18
- Tome-se a roupa àquele que fica fiador por outrem; e, por penhor, àquele que se obriga por estrangeiros. Provérbios 20:16
- Tome-se a roupa àquele que fica fiador por outrem; e, por penhor, àquele que se obriga por mulher estranha. Provérbios 27:13
- Não estejas entre os que se comprometem e ficam por fiadores de dívidas, Provérbios 22:26

Desde tempos antigos, no Genesis, nos parece que existiu o costume de se procurar por fiadores. No livro de Jó temos citado este assunto (Jó 17:3). Judá se ofereceu duas vezes como fiador de Benjamin (Gn 43:9; 44:33).

Quem se torna fiador pode cair em uma armadilha, porque se torna responsável pelo pagamento de uma soma maior da que pode reunir, a não ser com grande dificuldade, além de dispor de grande confiança na honra e dignidade do homem, o que é condenado a nós (Jr 17:5). Salomão nos adverte quanto aos perigos de nos tornamos fiador (caps. 11:15; 17:18), mas também insiste em que devemos ajudar a nosso(s) amigo(s) e vizinho(s) em tempo de necessidade (caps. 14:21; 17:17; 18:24; 27:10). A combinação destas idéias nos sugere o seguinte conselho: Não prometa a um amigo necessitado mais do que o dinheiro de que se tem disponíveis no momento, e reserve esse dinheiro durante o tempo que dure o compromisso, para que o credor não venha a exigir uma soma que exceda as tuas possibilidades econômicas. Os amigos fracassam muitas vezes por descuido, porque sabem que a responsabilidade cairá sobre outro; algumas vezes por doença, ou por pouca habilidade financeira. Seu fracasso recai sobre o desventurado fiador com toda a severidade da lei. Sua casa e seu campo, seus móveis e sua roupa, seu negócio e seu dinheiro, tudo pode ficar à mercê do credor. Nos dias de Salomão, o fiador poderia sofrer grandes perdas tanto a ele como sua esposa e seus filhos podiam ser vendidos como escravos. Vale lembrar que nos dias atuais, como se faz necessário o marido consultar a esposa antes de assumir qualquer responsabilidade como esta, ou a esposa ao marido e este conselho será sempre uma necessidade e ponto fundamental de consideração.

Em vista das graves conseqüências de tal ação, não é de maravilhar-se que o sábio aconselhe a seu filho que não poupe esforço algum para livrar-se do laço no qual caiu pelo afeto a seu amigo e por sua inexperiência.

Ainda que a escravatura não é mais o castigo da bondade imprudente de se tornar um fiador, as palavras de Salomão ainda constituem um conselho importante, e deve ensinar tanto os jovens antes de iniciar em sua vida financeira, como aos mais experientes.

No Novo Testamento
Há apenas uma citação a respeito do ser fiador que está em Hebreus 7:22: por isso mesmo, Jesus se tem tornado fiador de superior aliança. Gr. égguos, “fiador“, “fiança” ou “garantia”. Aqui tem o significado de Alguém que se torna responsável por algo, ou garante a execução de algum tratado; aqui, a “superior aliança”.
Devemos lembrar também o que é dito em Romanos 13:8 - A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. O Senhor nos encaminhe à uma vida de obediência.

Extraído e adaptado do Comentário Bíblico Adventista

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Malaquias 3:3

Fevereiro 21st, 2009 de Vinicius

“Deus nos ama o bastante para nos aceitar como somos, mas nos ama demais para permitir que continuemos os mesmos” (Philip Yancey - Maravilhosa Graça)

Malaquias 3:3 diz: ‘E assentar-se-á como fundidor e purificador de
prata…’

Esse versículo bíblico intrigou umas mulheres de um estudo bíblico e elas ficaram pensando o que essa afirmação significava em relação ao caráter e a natureza de Deus.

Uma delas ofereceu-se para descobrir sobre o processo de refinamento da prata para o próximo estudo bíblico.

Naquela semana, a mulher ligou para um ourives e marcou um horário para assistí-lo trabalhar. Ela não mencionou a razão do seu interesse e só disse estar curiosa para conhecer o processo.

Ela foi assistí-lo. Ele pegou um pedaço de prata e o segurou sobre o fogo, deixando-o esquentar.

Ele explicou que, no refinamento da prata, é preciso que segure-se a mesma bem no centro da chama, onde é mais quente e queima-se as impurezas.

A mulher pensou sobre Deus, que às vezes, segura-nos em situações ‘quentes’ e pensou novamente no versículo: ‘E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata…’

Ela perguntou para o artesão se ele tinha mesmo que ficar sentado o tempo todo na frente do fogo enquanto a prata estava sendo refinada.

Ele disse que sim; que não somente ele tinha que ficar lá, segurando a prata, mas que ele tinha que, também, manter seus olhos na mesma o tempo todo que ela estivesse nas chamas. Se a prata ficasse um minuto a mais no fogo, seria destruída.

A mulher ficou em silêncio por um momento. Então, ela perguntou: ‘Como você sabe quando a prata está totalmente refinada?’

Ele sorriu e disse: ‘Ah, isso é fácil… É quando eu vejo minha imagem nela.’

Se hoje você está sentindo o calor do fogo, lembre-se que os olhos de Deus estão sobre você e que Ele vai ficar cuidando de ti até que Ele veja Sua imagem em você. Se puder, passe essa mensagem adiante. Provavelmente, existe alguém que precisa saber que Deus está cuidando dele. E, seja o que for que estiverem passando, eles sairão ‘refinados’ no final.

Autor desconhecido

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